segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Pirâmides macabras no México
e o juízo bíblico dos deuses pagãos: “são demônios”

Máscara da divindade Tezcatlipoca, o cruel deus que habitaria na Mãe Terra, algo vagamente comparável à divindade Pachamama ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista. Museu Britânico
Máscara de Tezcatlipoca, o cruel deus que habitaria na Mãe Terra,
algo vagamente comparável à divindade Pachamama
ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista. Museu Britânico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Por vezes é tido como moderno apresentar o índio como arquétipo de uma vida integrada na natureza, em pacífica relação com seus congêneres, adorando deidades em harmonia com o meio ambiente.

Alguns até os elevam a patrimônio da humanidade, a ser preservado sem influência da civilização, a fim de exibirem seu modelo de vida ao homem moderno em crise.

Eles teriam vivido nus em um sistema perfeito, tendo a mata como único teto antes da chegada de missionários e civilizadores.

Mas isso é bem assim?

As Sagradas Escrituras, quando se referem aos pagãos e a seus deuses, fazem-no com horror e execração. O Salmo 95 reza “todos os deuses dos gentios são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

Recentes trabalhos de brigadas de arqueólogos na Cidade do México fornecem dados palpáveis, gigantes e irretorquíveis para responder à questão.

O caso começa com o cronista espanhol Francisco López de Gómara (nascido em 1511), que deixou um frio e apavorante relato sobre o que encontrou no México. Recentemente foi referido pelo jornal espanhol “ABC”.

Ele descreve um sinistro monumento que os companheiros do conquistador Hernán Cortés viram em Tenochtitlán, a capital do império asteca.

Uma fabulosa pirâmide, cuja estrutura era constituída por cento e trinta mil crânios atravessados por ripas.

Em apoio ao aterrorizante relato, o cronista cita seus companheiros Andrés de Tapia e Gonzalo de Umbría que também viram a tétrica construção e a referiram.

O nome do macabro prédio é tzompantli. Acredita-se que as vítimas que serviram de ‘tijolos’ teriam sido inimigos sacrificados e oferecidos à glória dos deuses.

Antiga crônica espanhola descreve o diabólico templo
Porém, López de Gómara falou pormenorizadamente dessa estrutura como sendo um monumento que visava mais à deleitação social que à vingança bélica.

A explicação do cronista está no capítulo 106 de sua “Historia de las conquistas de Hernando Cortés”:

“Do lado de fora do templo, diante da porta principal, havia um ossário de cabeças de homens presos na guerra e sacrificados com faca. (...) no qual estavam inseridas entre pedra e pedra as caveiras com os dentes para o lado de fora”.

Segundo a crônica, o perverso monumento era completado por duas torres cheias de cabeças, cujas colunas haviam sido feitas com cal e restos humanos.

A maioria dos historiadores advogava com uma ponta de condescendência que nesse tipo de mausoléu os índios astecas só empregavam restos de homens mortos na guerra.

Porém, as investigações ainda em andamento sobre os ossos recuperados apontam que foram sacrificadas também mulheres e crianças.

Um desses macabros ossários foi descoberto em 2015 perto do “Templo Mayor”, um dos mais destacados da antiga Tenochtitlán, hoje Cidade de México, onde foram contados 657 crânios, muitos dos quais de crianças e mulheres.

Rodrigo Bolaños, um dos antropólogos a cargo da investigação, não sai de seu espanto.

Na base das pirâmides macabras encontra-se um altar, cuja função era meramente ritual e de culto: nele eram mortas as vítimas que “ornavam” as repugnantes construções.

Esses se encontram hoje embaixo da terra, pois a Cidade do México cristã foi construída sobre a cidade pagã.

Sacrifício incruento da Santa Missa: o culto verdadeiro a Deus na Igreja verdadeira colide com os ritos pagãos de inspiração demoníaca
Sacrifício incruento da Santa Missa:
o culto verdadeiro a Deus na Igreja verdadeira
colide com os ritos pagãos de inspiração demoníaca
Uma das escavações avança junto à Catedral da capital mexicana, erigida sobre o antigo Templo Mayor.

Nessa magnífica catedral católica se celebra desde o primeiro momento a renovação incruenta do sacrifício da Cruz para redimir os homens e livrá-los do poder de Satanás, a quem podem facilmente escravizar-se sem o auxílio da graça.

Duas concepções visceralmente antagônicas: a católica e a pagã.

Porém, essa escavação ainda não conseguiu chegar até a base do tzompantli, que parece ser o maior dos obeliscos de culto.

Segundo a historiadora e investigadora Emilie Carreón Blaine, autora de dossiês científicos como “Tzompantli, forca e pelourinho”, o termo asteca vem sendo traduzido como “andaime de crânios”, “altar de crânios”, “enfileiramento de cabeças” ou “plataforma de caveiras”.

O tzompantli estava montado em função do altar de pedra, que segundo o arqueólogo Robert H. Cobean podia ter “mais de 50 metros de cumprimento”, incluindo uma escadaria central.

Na sua parte mais alta havia um andaime de madeira onde se penduravam os crânios que acabavam de ser perfurados ou as cabeças dos humanos sacrificados perpassadas por ripas ou estreitos postes de madeira.

A dimensão do satânico altar faz pensar num contínuo ou intenso massacre religioso.

Discute-se a finalidade do tzompantli. Sob o influxo das apologias modernas do tribalismo, alguns tentam dizer que tinha um sentido mágico-místico que foi perversamente interpretado pelo catolicismo dos conquistadores espanhóis.

Até chegam a dizer que os astecas rendiam um culto à vida através dessas hecatombes!

Mas para o historiador Agustín García Márquez não há dúvidas que o altar estava consagrado intimamente ao culto da morte. Os cronistas da época testemunham que os indígenas diziam sacrificar neles as vítimas aos deuses.

O tzompantli desenterrado em 2015 era apenas um dos oito instalados dentro do ‘Templo Mayor’ de Tenochtitlán.

O historiador mexicano Alfredo López Austin cita informantes indígenas que o mencionam como sendo “o mais elevado de todos os do local”.

Cada um dos oito locais de sacrifícios humanos estava dedicado a uma deidade concreta, em cujo louvor as cabeças dos sacrificados eram exibidas.

No altar do deus Tezcatlipoca – também chamado “deus do espelho fumegante” –, uma imensa caveira representava a misteriosa e cruel deidade da tentação e da noite.

Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic
Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán
inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic
Segundo a falsa crença, ele habitaria na Mãe Terra, algo vagamente comparável à divindade Pachamama ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista.

O missionário franciscano Bernardino de Sahagún fala em sua crônica Suma indiana de uns desses templos da morte mais importantes que os outros.

“O quadragésimo primeiro prédio se chamava Hueitzompantli e estava em frente do Huitzilopochtili, onde ficavam as cabeças dos cativos ali sacrificados”.

Hoje é mais conhecido como Huytzompantli e nele os rituais e cerimônias aconteciam durante todo o ano.

Esse seria precisamente o local do luciferino monumento – cujo altar tem 34 metros de cumprimento – desvendado em 2015 pelos arqueólogos no centro histórico da Cidade de México.

Uma parte desse altar de 45 centímetros de espessura, 13 metros de cumprimento e seis metros de largura está recoberto com uma massa feita de mandíbulas e fragmentos de crânios.

35 desses podem se contabilizar, mas supõe-se que muitos outros devem ter sido empregados, segundo explicou Raúl Barrera, diretor do Programa de Arqueologia Urbana mexicano.

Até agora não foi desenterrada toda a base do altar, cuja dimensão total ainda é desconhecida. Em qualquer caso, os arqueólogos acham com toda certeza que esse é o Huytzompantli de que falam as antigas crônicas.

As Sagradas Escrituras nos ensinam que “todos os deuses dos pagãos são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

As escavações em andamento na Cidade do México nos fornecem mais uma confirmação clamorosa da verdade desse juízo divinamente revelado.


Vídeo: O Huey Tzompantli do Templo Mor de Tenochtitlan descrito pelo Instituto Nacional de Antropología e História do México





Contraste ovante com a Missa católica (em rito dominicano, privilégio dessa ordem)




segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Em diversos posts tivemos oportunidade de abordar o noticiário sobre os trabalhos científicos e de restauração operados no Santo Sepulcro neste ano.

Esses já foram felizmente concluídos e a visitação e cerimônias retomaram como antigamente.

A pedido da revista “Catolicismo”, Nº 799, Julho/2017, compusemos um artigo que resume todo o que publicamos e acrescenta alguns comentários.

O leitor interessado e/ou paciente poderá achar vantagem nesta visão de conjunto de todos os dados que possuímos até a presente data.

E por isso a reproduzimos a continuação.


Posts já publicados:

O Santo Sepulcro de Jesus Cristo aberto após séculos para exame científico

O Santo Sepulcro aberto, a Ressurreição de Jesus Cristo e a “ressurreição” da Igreja em nossos dias

Cientistas identificam mistérios na abertura do Sepulcro de Cristo

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”: um vazio cheio da presença de Cristo 



“É aqui mesmo!”


Essa foi a exclamação de cientistas ao abrirem recentemente o Santo Sepulcro de Jesus Cristo, o qual voltou a ver a luz após mais de cinco séculos.

Eles constataram que, apesar de dois milênios de grandes vicissitudes, a venerável pedra onde repousou o Corpo de Nosso Senhor está intacta no mesmo lugar.

Pela primeira vez em quase dois milênios, cientistas puderam entrar em contato com a pedra original sobre a qual foi depositado o Santíssimo Corpo de nosso Divino Salvador envolvido em panos mortuários, dos quais o mais famoso é o Santo Sudário de Turim.

Essa sagrada pedra se encontra na igreja do Santo Sepulcro, na parte velha de Jerusalém, e está coberta por uma lápide de mármore que data pelo menos do ano 1555, ou quiçá de séculos anteriores.

“O que achamos é surpreendente”, explicou o arqueólogo Fredrik Hiebert, da “National Geographic Society”. “Passei um tempo na tumba do faraó egípcio Tutancâmon, mas isto é mais importante”, afirmou.

Até hoje não havia gravuras desse leito de rocha calcária, o qual, a fortiori, nunca foi fotografado ou objeto de quadro ou outra representação.

Não existia pessoa alguma que o tivesse visto. Tudo o que se possuía eram realizações artísticas mais ou menos imaginárias.

Imagem procissional de São José de Arimateia. Igreja de São Tiago, Zambales, Filipinas
Imagem procissional de São José de Arimateia.
Igreja de São Tiago, Zambales, Filipinas
O Santo Sepulcro foi aberto aos cientistas durante 60 horas nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016, e depois voltou a ser lacrado e devolvido a seu estado anterior.

Os especialistas abriram uma janela retangular em uma das paredes da edícula, através da qual os peregrinos podem observar a pedra da parede da tumba de Nosso Senhor Jesus Cristo.

De onde provém esse túmulo?

O túmulo já existia antes da crucificação de Jesus Cristo e pertencia a José de Arimateia, que o mandara cavar para si, mas que o cedeu para nele ser depositado o Santíssimo Redentor, de quem era secretamente discípulo.

Senador e membro do Sinédrio — o colégio dos mais altos magistrados religiosos do povo judeu —, Arimateia foi também um rico comerciante, dono de uma frota de navios cujos negócios iam até a atual Grã-Bretanha.

Ele obteve de Pilatos a libertação do corpo e cobriu as elevadas despesas de sua preparação, oferecendo até o linho, que é hoje venerado na cidade italiana de Turim: o Santo Sudário.

Em represália por essa generosidade, o Sinédrio mandou persegui-lo e expropriá-lo de suas posses. Abandonado por amigos e familiares, após passar 13 anos no cárcere, José de Arimateia foi libertado pelo novo governador romano Tibério Alexandre.

Assim, reconstituiu sua fortuna e passou a usá-la para a difusão da fé.

Falecido em plena atividade evangelizadora, ele foi o exemplo perfeito do homem abastado que utiliza seus bens para melhor servir o Redentor e sua obra, ao contrário do “moço rico” do Evangelho, que recusou o chamado de Cristo por amor às riquezas.

No Ocidente sua festa litúrgica é celebrada em 17 de março, e no Oriente em 31 de julho.

São Marcos escreveu que era um “ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus” (São Marcos, 15, 43). São Mateus, ao descrevê-lo, assinala ser um homem rico, discípulo de Jesus.

Peripécias históricas desconcertantes

Santa Helena imperatriz mandou construir a primeira igreja do Santo Sepulcro. Basílica de Santa Helena em Birkirkara, Malta
Santa Helena imperatriz mandou construir a primeira igreja do Santo Sepulcro.
Basílica de Santa Helena em Birkirkara, Malta
Os evangelistas nos dão uma ideia do túmulo onde transcorreu a Ressurreição e indicam o local. Porém, o Santo Sepulcro, após a Paixão de Nosso Senhor, correu graves riscos de desaparecimento.

Por isso, podemos considerar sua preservação um milagre histórico.

Jerusalém foi destruída no ano 70 d.C., após feroz guerra, e seus habitantes se dispersaram.

Em 131, o Imperador romano Adriano mandou construir sobre suas ruínas uma cidade pagã de nome Élia Capitolina, para cuja edificação se empreenderam obras de terraplenagem imensas que soterraram a sepultura de Jesus.

Sobre ela teria sido erigido um templo dedicado a Vênus (Afrodite para os gregos), deusa da sensualidade. Enquanto isso, os cristãos padeciam as perseguições.

Em 313, o Imperador Constantino encerrou as perseguições aos cristãos. Treze anos depois, sua mãe, Santa Helena, visitou Jerusalém em busca das relíquias da Paixão, e identificou o local da crucificação (o Gólgota) e a cova chamada Anastasis (“ressurreição”, em grego).

O Imperador autorizou a construção de um santuário que substituiria o templo de Vênus, o qual ficou conhecido como basílica do Santo Sepulcro. Eusébio (265–339), bispo de Cesareia e pai da História da Igreja, registrou esses fatos.

Em 614, a igreja de Constantino foi gravemente danificada pelos persas sassânidas, pagãos que pilharam Jerusalém e arruinaram a basílica.

Ela foi reconstruída por Heráclio, Imperador de Constantinopla, que reconquistou a cidade. Mas estava longe de terminar a sucessão de invasões, restaurações, depredações e guerras.

Em 638, toda a Palestina foi ocupada pelos invasores muçulmanos. Três séculos depois, em 966, as portas e o telhado da igreja arderam durante distúrbios.

A Basílica do Santo Sepulcro, Jerusalém
A Basílica do Santo Sepulcro, Jerusalém
Em 1009, o califa fatímida Al-Hakim ordenou a destruição de todas as igrejas cristãs de Jerusalém, incluindo o Santo Sepulcro. Só restaram os pilares do templo da época de Constantino.

A notícia dessa destruição foi decisiva para inspirar o movimento das Cruzadas.

O califa Ali az-Zahir, sucessor de Al-Hakim, permitiu que o Imperador de Bizâncio, Constantino IX Monômaco, e Nicéforo, Patriarca de Jerusalém, reconstruíssem e redecorassem a igreja.

Foi essa a igreja que os cruzados encontraram em 1099, ao entrarem em Jerusalém. Eles a ampliaram e reconsagraram em 1149.

No essencial, é a que existe atualmente.

Em 1187, o caudilho islâmico Saladino voltou a invadir a cidade, mas proibiu a destruição dos edifícios religiosos cristãos.

No século XIV, o local passou a ser administrado por monges católicos e cismáticos gregos, aos quais se somaram outras denominações religiosas.

Nos séculos seguintes foram feitas diversas restaurações, destacando-se a de 1810, por iniciativa britânica, após um grande incêndio, e as ocorridas entre 1863 e 1868.

Em 1927, mais um abalo sísmico causou importantes estragos à estrutura da igreja.

Dúvidas sobre a autenticidade do Sepulcro?

A 'edícola' (casinha) sobre o Santo Sepulcro
A 'edícola' (casinha) sobre o Santo Sepulcro
Durante a restauração de 1810 foi erigida sobre o Santo Sepulcro uma estrutura conhecida como edícula (do latim aedicule, ou “casinha”), a qual estava há tempos exigindo outra restauração.

Mas os responsáveis por ela não conseguiam chegar a algum acordo “ecumenicamente” porque vivem em perpétuo desentendimento.

Por fim, a Autoridade das Antiguidades de Israel impôs a reforma, sob pena de fechamento.

A empreitada foi entregue a uma equipe de cientistas da Universidade Técnica Nacional de Atenas, dirigida pela supervisora-chefe, Profa. Antonia Moropoulou. Essa equipe já havia restaurado a Acrópole de Atenas e a catedral de Santa Sofia, em Istambul.

Um trabalho metódico exigia a análise da base geológica sobre a qual a edícula se apoia. Mas essa base é a própria rocha em que foi aberta a câmara mortuária onde transcorreu a Ressurreição.

E o fato de milhões de peregrinos passarem ao longo dos séculos sobre o Santo Sepulcro poderia ter alterado a resistência da rocha.

Era prudente, necessário e útil fazer uma vistoria do local. Mas, se era para abrir o Sepulcro, dever-se-ia aplicar nele tudo aquilo que a tecnologia possui de melhor, a fim de colher a maior quantidade de dados científicos possível.  

“Nós estamos no momento crítico de restaurar a edícula”, explicou a Profa. Moropoulou. “A tecnologia que estamos usando para documentar este monumento único permitirá que o mundo inteiro estude nossos achados como se ele próprio tivesse entrado na tumba de Cristo”.

Acontece que, além da Tradição e de documentos muito antigos, a única fonte atestando que ali se localizava o Santo Sepulcro era o testemunho de Santa Helena, que recuperou o túmulo em 326, há quase 1.800 anos.

E não faltava o zum-zum dos incrédulos, sofismando que tudo não passava de uma superstição religiosa, e que lá embaixo não havia nada, ou apenas algum túmulo de outrem.

O que acharam?

Os equipamentos sofreram perturbações eletromagnéticas que convergem com hipóteses sobre o Santo Sudário de Turim
Os equipamentos sofreram perturbações eletromagnéticas
que convergem com hipóteses sobre o Santo Sudário de Turim
Especialistas acreditavam que o túmulo pudesse ter sido destruído entre tantas ocorrências históricas. Porém, uma varredura inicial de radar mostrou que a cova, de 1,28 metros de profundidade, estava íntegra.

Complicava o juízo o fato de que as varreduras feitas em toda a igreja detectaram pelo menos mais seis covas funerárias.

Nada que causasse surpresa, pois no tempo da Paixão o local fora um cemitério, que os Evangelhos se referem com o nome de “Gólgota”, que significa “monte das caveiras”.

Porém, só uma das covas detectadas coincidia com o local apontado como sendo o Santo Sepulcro: debaixo da edícula.

Os especialistas removeram em primeiro lugar a grande peça de mármore onde os fiéis rezam, depositam flores e votos. Debaixo dela havia uma camada de entulho sobre a qual pousava a placa.

Após a remoção do entulho, foi identificada uma lápide rachada ao meio, com uma cruz entalhada. O último a ver essa placa de mármore viveu por volta de seis séculos atrás.

O arqueólogo Fredrik Hiebert explicou tratar-se de uma peça do século XII, da qual só se tinha notícia escrita.

Sua rachadura teria como finalidade, no caso de invasão muçulmana, mostrar aos saqueadores que a lápide não tinha valor comercial e com isso eles não continuassem a profaná-la.

Tudo concordava com o que se sabia sobre o Santo Sepulcro e os trabalhos prosseguiram. Debaixo da placa com a cruz havia ainda mais entulho, que foi cuidadosamente removido.

Por fim, a pedra sagrada original se revelou intacta ante os cientistas.

“Meus joelhos estão tremendo!”

Os especialistas removendo a laje superior do Santo Sepulcro
Os especialistas removendo a laje superior do Santo Sepulcro
“Estou absolutamente espantado. Meus joelhos estão tremendo, porque eu não imaginava ver isto”, disse o arqueólogo Hiebert.

“Esta é a Rocha Santa que vem sendo venerada há séculos, mas só agora pode realmente ser vista”, disse a Profa. Antonia Moropoulou, que liderou a restauração.

Os arqueólogos identificaram mais de mil túmulos semelhantes cortados na rocha ao redor de Jerusalém, explicou o arqueólogo Jodi Magness, da “National Geographic”.

Mas todos os detalhes do Santo Sepulcro são “perfeitamente consistentes com o que sabemos sobre como os judeus ricos sepultavam seus mortos no tempo de Jesus”, sublinhou Magness.

De acordo com o que Dan Bahat, ex-arqueólogo da cidade de Jerusalém, disse do local onde Jesus foi sepultado, “certamente não há outro lugar do qual se possa afirmar com tanta forca, portanto nós realmente não temos nenhuma razão para rejeitar sua autenticidade”.

Para o cético jornal “The New York Times”, a única prova de que aquele era o túmulo de Jesus consistia no fato de ele ter cativado durante séculos a imaginação de milhões de pessoas.

Mas, acrescenta, agora “nós vemos com nossos próprios olhos o local onde Jesus Cristo foi enterrado”.

O incrédulo jornalista desse diário americano foi um dos poucos convidados a “ver com seus olhos” a pedra sobre a qual repousou o Corpo Santíssimo de Jesus Cristo antes da Ressurreição.

Ele ficou impressionado pela sua pobreza: simples pedra calcária, lisa e sem adornos, com uma rachadura no meio. Tudo isso sob o bruxuleio das velas que iluminavam naquele momento o minúsculo vão.

Mistérios na abertura do Sepulcro de Cristo

Alguns arqueólogos que trabalharam na abertura do Santo Sepulcro disseram ter percebido fenômenos não habituais.

Relataram, por exemplo, que ao se aproximarem da pedra original sobre a qual repousou o corpo de Cristo ungido por sua Santa Mãe, perceberam um “aroma suave”.

Este seria comparável aos perfumes florais que também foram relatados em aparições de Nossa Senhora ou de santos.

Também os aparelhos eletrônicos ligados sobre o Santo Sepulcro começaram a funcionar mal ou pararam completamente, como se fossem afetados por forças eletromagnéticas não identificadas.

Marie-Armelle Beaulieu, chefe de redação da “Terre Sainte Magazine”,
Marie-Armelle Beaulieu,
chefe de redação da “Terre Sainte Magazine”,
Marie-Armelle Beaulieu, chefe de redação da “Terre Sainte Magazine”, revista da Custódia Franciscana da Terra Santa, foi uma das poucas pessoas a terem licença para visitar o sagrado túmulo aberto.

Ela se mostrou cética quanto ao “odor suave”, dizendo que o mesmo pode ser resultado de uma autossugestão.

Porém, durante a abertura do sepulcro em 1809, que foi parcial e esteve a cargo do arquiteto Nikolaos Komnenos, o cronista da época também mencionou um “doce aroma”.

Marie-Armelle foi bem menos cética a respeito das perturbações eletromagnéticas no instrumental científico.

Os cientistas imaginavam que a pedra estivesse em um nível muito mais baixo.

As análises que induziram a esse erro teriam sofrido distorções, provocadas pelas perturbações eletromagnéticas do sepulcro de Cristo.

A diretora das obras, Profa. Antonia Moropoulou, afirmou taxativamente que é difícil um profissional relevante colocar sua própria reputação em risco procurando notoriedade com um “truque publicitário”. Esse profissional não deturparia fatos acontecidos durante uma atividade dessa relevância, tão sujeita à crítica de numerosos outros cientistas.

Milagre diante do qual todo joelho se dobra

Marie-Armelle se referiu aos imponderáveis sobrenaturais do local, dizendo: “Para mim, seria extraordinário se os peritos conseguissem demonstrar que esta pedra foi mesmo o local em que se colocou o corpo de Cristo, mas, mesmo que eles provassem o contrário, ela ainda continuaria sendo um sinal da Ressurreição”.

E explicou a razão de sua aparente contradição: “A igreja do Santo Sepulcro é um local desconcertante. No começo, eu não gostava muito dela. Esperava uma igreja linda e achei uma arquitetura estranha, que não lembra em nada as cenas bíblicas.

“Mas, com o tempo, fui desenvolvendo um apego durante as procissões. Não é um lugar para visitar, mas para orar. Eu pude entrar até a rocha que sustentou o corpo de Cristo, algo que nunca teria imaginado!

“Senti-me num estado estranho, como que sem gravidade, mas me lembro de todos os detalhes. Nunca mais irei ao Santo Sepulcro da mesma forma”.

O Santo Sepulcro visto desde fora durante os trabalhos
O Santo Sepulcro visto desde fora durante os trabalhos
E prossegue: “Eu tinha o costume de fazer uma genuflexão diante do túmulo de Cristo, mas depois refleti e achei que isso é absurdo, porque lá não há mais nenhuma Presença real!

“É diante da sagrada Eucaristia que devemos fazer a genuflexão! Mas, no Santo Sepulcro, diante desse túmulo, a gente sente uma ‘Ausência real’. Um túmulo vazio! Um milagre diante do qual todo joelho se dobra, no Céu, na Terra e nos infernos”, comentou.

Hiebert disse que quando os arqueólogos descobriram a segunda laje com a Cruz gravada pelos Cruzados, tiveram uma surpresa:

“O santuário foi tantas vezes destruído por incêndios, terremotos e invasões ao longo dos séculos. Na verdade, nós nem tínhamos certeza se a basílica havia sido reconstruída exatamente no mesmo local cada vez. 

“Mas [a laje dos Cruzados] se apresenta como a prova visível de que o local focado pelo culto dos fiéis hoje é verdadeiramente o mesmo túmulo que o Imperador romano Constantino localizou no século IV e que os Cruzados reverenciaram.

“É surpreendente. Quando nos demos conta daquilo que tínhamos encontrado, meus joelhos tremeram”, acrescentou.

Para coletar toda a informação possível, os cientistas usaram radares que perpassam o solo, como também scanners térmicos.

Atuaram nessa função 35 especialistas em conservação de antiguidades, que empregaram 60 horas de trabalho, documentando cada passo. Eles chegaram com certeza até a pedra que serviu de leito mortuário a Nosso Senhor.

Um túmulo vazio… “cheio da presença de Cristo”

Sobre a pedra mais clara no fundo foi depositado o corpo de Nosso Senhor
Sobre a pedra mais clara no fundo
foi depositado o corpo de Nosso Senhor
Quando os instrumentos se desregularam ou pararam, o fato foi comunicado pela Profa. Moropoulou, chefe dos arqueólogos: “Lamentamos, mas nossos aparelhos foram atingidos. Eles não funcionam. Não posso dizer-lhes mais”.

Os aparelhos foram consertados, mas até hoje a falha permanece enigmática. “Há por vezes fatos que não se podem explicar. Mas aqui estamos num túmulo vivo, o túmulo de Cristo. Todo o mundo pode compreender que há fenômenos naturais que podem perturbar os campos eletromagnéticos”, disse ela.

“Mas é preciso simplesmente admitir que a força em que nós cremos e na qual pensamos também faz parte”, acrescentou.

A professora afastou qualquer ideia de algum exagero de fundo religioso em qualquer dos profissionais engajados no trabalho.

A inusual perturbação eletromagnética no Santo Sepulcro reforçou a hipótese científica de que no momento da Ressurreição o Corpo de Cristo teria emitido uma irradiação de tal intensidade, que os maiores equipamentos modernos não são capazes de reproduzir.

Após cinco anos de experiências em laboratório, uma equipe de cientistas da Agência Nacional da Itália para Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável (ENEA) calculou que para se obter a impressão da imagem do corpo de Cristo no Santo Sudário de Turim seria necessário um relâmpago luminoso de uma potência estimada em 34 trilhões de watts.

Numa comparação primária, isso equivale à energia gerada durante 20 minutos por Itaipu, disparada num só instante. Mas hoje não existe equipamento capaz disso.

E não havia energia elétrica em Jerusalém no tempo da Paixão.

A perturbadora irradiação constatada poderia ter sido um eco daquela formidável emanação acontecida há 2.000 anos na Ressurreição.

Marie-Armelle entrou no Santo Sepulcro quando os operários já tinham ido dormir. A energia elétrica estava desligada e ela iluminou o local com seu smartphone.

Mas primeiro quis certificar-se de que tudo estava perfeitamente vazio. A presença de alguma urna, vaso ou osso teria deposto contra a Ressurreição.

Tendo Cristo ressuscitado, nada ficou de seu sacrossanto Corpo, exceto os tecidos mortuários recolhidos pelos discípulos, como registram os Evangelhos.

Espiritualmente, Marie-Armelle levou um choque tremendo: “Foi algo muito forte. Entrei e vi que não havia nada para ver. E nisso estava o extraordinário. Pedem-me que fale sobre o nada, porque não há nada para ver. E, entretanto, ali estava a presença de Jesus!”, concluiu.

Uma reflexão

É natural que uma emoção perpasse nossos corações de simples fiéis católicos ao ler esses fatos, os quais me remetem a oportunos comentários feitos durante uma conferência pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre o tema.

Apresento-os aqui, de modo sintético e com algumas adaptações, à consideração do leitor:

A Ressurreição. Fra Angelico (1395-1455)
Convento de San Marco, Florença.
“A ideia associada ao Santo Sepulcro é a de que Nosso Senhor Jesus Cristo — a suma perfeição, a suma bondade e a suma santidade — foi morto e ficou deitado nesse jazigo porque foi cometida uma injustiça tremenda, uma maldade horrorosa.

Mas esse local ficou como que perfumado pela passagem sacrossanta do corpo d’Ele. O Santo Sepulcro ficou impregnado de respeitabilidades e sacralidades por um processo misterioso de contágio do sagrado.

Pelo fato de o santíssimo cadáver d’Ele ter tocado no lugar, este ficou impregnado de uma respeitabilidade participante da d’Ele.

O sepulcro estava vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. Portanto, ficou venerável num grau inimaginável.

No Santo Sepulcro de Nosso Senhor coexistem a majestade e a grandeza que resplandecem na Santa Face do Santo Sudário, acrescidas de uma ternura inimaginável, proporcionada àquela majestade!

É belo imaginarmos a noite da Ressurreição.

O Santo Sepulcro vai se preenchendo de anjos que portam sua luz.

Nessa luz, de repente, o cadáver de Jesus Cristo começa a se mexer, mas não é um brusco levantar-se. Aquele cadáver lívido vai retomando cores e o inimaginável ocorre.

Aquele que não podia morrer ressuscita!… Um acontecimento fantástico!

A ideia do Santo Sepulcro pisado, entregue aos maometanos, profanado, conspurcado, ilumina com beleza sobrenatural a necessidade de lutar para fazer cessar essa abominação, pela ponta da espada, se preciso.

Nasce assim o ideal de Cruzada, como todos já conhecem. A nobreza estava sendo preparada nos altos fornos da História, quando a Providência derramou sobre ela um condimento especial, que foi a graça da Cruzada: a guerra santa para a libertação do Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Advieram então graças de fé, de amor de Deus, de elevação de alma, que comunicaram uma espécie de carisma imponderável às casas reais e à nobreza europeia.

Templários em oração.
Templários em oração.
A generalidade dos cruzados recebeu como num flash uma graça de ordem mística ordinária, mas muito sensível para perceber o caráter sagrado do Santo Sepulcro.

E essa graça, que lhes foi transmitida pelo Bem-aventurado Urbano II, o Papa da Cruzada, os levou a exclamar “Dieu le veut; Dieu le veut!” (“Deus o quer, Deus o quer”!)

Sob o impulso dessa graça, se armaram para empreender a Cruzada e empurraram o perigo árabe para longe.

O Santo Sepulcro convoca e assume todos os homens com a força de atração de um cadáver que não se encontrava nele! Jesus Cristo foi morto e enterrado numa tumba guardada por guardas romanos para impedir que alguém entrasse.

Mas, séculos depois, legiões de cavaleiros atravessam o mar, atraídos por esse sepulcro vazio há séculos!

Assim também, entre as cinzas quase frias da civilização cristã há, ainda hoje, uma brasa. Esta brasa são os católicos que como um vaso de fidelidade salvam a honra da Igreja, mudam a fisionomia dos acontecimentos e são uma garantia para o futuro.

Fazer parte de uma Cruzada, caminhando pelos areais imundos de nosso século à busca do Reino de Maria Santíssima, constitui uma glória não menor que a de um cruzado andando pelas areias quentes da Á­frica do Norte ou da ­Ásia à reconquista do Santo Sepulcro.

Essa consideração forma o herói e o batalhador: o católico autêntico e sem jaça”.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

“É sangue de um homem torturado e assassinado”,
diz estudo atômico do Santo Sudário

O prof. Giulio Fanti mostra uma fibra do Santo Sudário vista num microscópio atômico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs





O Santo Sudário que envolveu o corpo de Jesus Cristo no Santo Sepulcro foi submetido a dezenas de estudos e pesquisas pelas mais variadas especialidades científicas e métodos de análise.

Os resultados vêm sendo espantosamente convergentes.

Quando se diria que tantos testes e análises esgotaram tudo o que se podia saber do sagrado linho, ele volta a apontar outros mistérios assombrosos que precisam ser explicados.

Então, as análises desvendam novos aspectos que consolidam um formidável acúmulo de dados científicos que dizem: o Santo Sudário envolveu o Jesus dos Evangelhos.

Mais recentemente foi a vez do Istituto Officina dei Materiali (IOM-CNR), de Trieste, e do Istituto di Cristallografia (IC-CNR), de Bari, que trabalharam em parceria com o Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua, todos sediados na Itália, segundo narrou o site Aleteia.

A conclusão desses institutos é de que as manchas achadas no tecido não podem ser de tinta.

Mais: elas são de sangue humano, e não de um sangue “qualquer”.

Os pontos mais pequenos são partículas de tamanho nanométrico que cercam uma fibra do Santo Sudário
Os pontos mais pequenos são partículas de tamanho nanométrico
que cercam uma fibra do Santo Sudário
A análise das partículas do tecido teve resolução atômica e apontou “que a fibra de linho está cheia de creatinina, [com partículas] de dimensões entre 20 e 90 nanômetros, ligadas a pequenas partículas de hidrato de ferro de dimensões entre 2 e 6 nanômetros, típicas da ferritina”.

Assim explicou Elvio Carlino, coordenador da pesquisa. 

Um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro, ou seja, pegue um milímetro, divida-o em um milhão de partes iguais e você terá que cada uma delas mede um nanômetro.

Essa foi a precisão dos equipamentos usados e, obviamente, do resultado.

O Prof. Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, complementou que as partículas observadas, “pela dimensão, tipo e distribuição, não podem ser uma obra realizada séculos depois no tecido do Santo Sudário”.

As investigações confirmaram que o tecido realmente entrou em contato com o sangue de um homem morto que tinha sofrido múltiplas e graves feridas.

Segundo o Prof. Fanti, “a ampla presença de partículas de creatinina unidas a partículas de ferridrita não é uma situação típica de soro sanguíneo de um organismo humano em estado normal de saúde.

“Um alto nível de creatinina e ferritina tem relação com pacientes que sofreram um politraumatismo severo, como a tortura.

“A presença dessas nanopartículas biológicas indica que o homem que foi envolvido no sudário de Turim sofreu uma morte violenta”.

Imagem de uma das nanopartículas grandes que cobrem a fibra do Santo Sudário
Imagem de uma nanopartícula grande presente nas fibras do Santo Sudário
As conclusões do estudo foram publicadas na revista científica norte-americana PlosOne com o título New Biological Evidence from Atomic Resolution Studies on the Turin Shroud (Novas evidências biológicas a partir de estudos de resolução atômica sobre o Sudário de Turim).

Texto completo do estudo Novas evidências biológicas a partir de estudos de resolução atômica sobre o Sudário de Turim. CLIQUE AQUI


O estudo confirma o que outras pesquisas e análises já tinham apontado décadas atrás.

Sobretudo, ele constitui uma nova e impactante prova em favor da afirmação de que o Santo Sudário é verdadeiramente o pano mortuário que envolveu o corpo morto de Nosso Senhor Jesus Cristo, de acordo com os usos tradicionais judaicos.

Duas análises anteriores, realizadas paralelamente em 1978 por Baima Bollone na Itália e por Heller e Adler nos Estados Unidos, por exemplo, já haviam detectado a presença de bilirrubina nas manchas sanguíneas do Sudário.

Elvio Carlino escreve que agora os estudos se concentraram nas partes das fibras que não podem ser acessadas pelos microscópios ópticos tradicionais.

As fibras foram examinadas com resolução atômica segundo um método recentemente criado pelo referido Istituto Officina dei Materiali (IOM-CNR), de Trieste.

A seta amarela assinala o local exato de onde foi extraída a fibra cujo estudo foi publicado em PlosOne
A seta amarela assinala o local exato de onde foi extraída a fibra cujo estudo foi publicado em PlosOne.
A fibra oi colhida por B. M. Schwortz em 1978. Veja “Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário
O Prof. Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, sublinhou que “as partículas observadas, em virtude de sua dimensão, tipo e distribuição, não podem ter sido aplicadas por obra humana sobre o tecido do Santo Sudário”.

Segundo o vaticanista Andrea Tornielli, ficam mais uma vez desmentidas muitas pretensas reconstruções montadas para dizer que o Santo Sudário seria um objeto pintado na Idade Média.

Os pesquisadores e coautores Liberato De Caro e Cinzia Giannini do IC-CNR também assinam a conclusão.

O Prof. Carlino, chefe da equipe, afirma que ela trabalhou “baseando-se nas evidências de experimentos de microscopia eletrônica com resolução atômica, tomando como ponto de referência recentes estudos médicos sobre pacientes que sofreram fortes politraumatismos e tortura”.

“Nas fibras ficou registrado em nível nanométrico um cenário violento, a vítima foi envolta depois no tecido fúnebre. Estas provas só podiam ser reveladas com os métodos criados recentemente no campo da microscopia eletrônica de resolução atômica”.

Imagem obtida com microscópio óptico. As setas apontam ‘manchas hemáticas’. O novo estudo focou zonas carentes de qualquer detalhe visível com microscópio óptico.
Imagem obtida com microscópio óptico. As setas apontam ‘manchas hemáticas’.
O novo estudo focou zonas carentes de qualquer detalhe visível com microscópio óptico.
Esses métodos são denominados Transmission Electron Microscopy (TEM) e Wide Angle X-ray Scanning (WAXS) Microscopy.

Hoje não pode haver mais dúvida do ponto de vista científico de que o Santo Sudário revestiu o cadáver de um homem torturado e morto com os mesmos procedimentos descritos nos Evangelhos sobre a crucificação de Jesus, conclui Tornielli.



Vídeo: investigação com tecnologias atômicas fala em favor da autenticidade do Santo Sudário











Santo Sudário: especialistas falam na TV




segunda-feira, 31 de julho de 2017

Pesquisa revela que os monges vivem mais que os leigos

Luis Dufaur
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Para surpresa do pesquisador alemão Mark Luy, professor da área de análises demográficas, os monges que levam uma vida de isolamento e castidade nos mosteiros são mais longevos do que os leigos com suas comodidades e lazeres.

O trabalho do pesquisador foi divulgado em vídeo pela Deustche Welle, grupo de mídia oficial do governo alemão. 

Mais precisamente, os monges vivem em média cinco anos a mais que o comum da população masculina.

Leia a continuação o texto do vídeo da Deutsche Welle , com a concisão própria à imagem. O vídeo é reproduzido abaixo


Os fatores decisivos não são genéticos, mas não biológicos, revelou o estudo.

Um lugar de fé talvez não pareça o ambiente certo para resolver enigmas científicos.

A rotina aqui quase não muda. Segue regras antigas de séculos atrás.

O que se tem então para descobrir?

Faz mais de cem anos que um pesquisador veio aos mosteiros alemães estudar o quotidiano dos monges e monjas.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Corpo incorrupto de Santa Bernadette:
o que viram os médicos forenses nas exumações

Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers
Rosto de Santa Bernadette em Nevers
Luis Dufaur
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A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina. Veja nossa página sobre CORPOS INCORRUPTOS clicando aqui

A grande festa de Lourdes se comemora em 11 de fevereiro e a festa de Santa Bernadette em 18 de fevereiro na França, e em 16 de abril alhures.

Desde 3 de agosto de 1925, o corpo intacto da Santa se encontra exposto numa urna de cristal na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França. A cidade fica na Borgonha, a 260 km ao sul-suleste de Paris.
Clique para ver onde fica Nevers
Assim informa uma inscrição ao lado do corpo da Santa na mesma capela:
“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde 3 de agosto de 1925.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Anjo apontando para o lugar onde Jesus nasceu
reaparece em Belém

Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém, olha fixo para o local onde Jesus nasceu
Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém,
olha fixo para o local onde Jesus nasceu
Luis Dufaur
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Veio à luz graças a uma equipe de restauradores italianos precioso mosaico de um anjo encoberto por uma massa de pintura na Basílica da Natividade, em Belém, informou a BBC Brasil.

O feliz achado, depois da primorosa restauração, exibe em toda sua beleza um anjo que olha fixo para o local onde Jesus nasceu.

Coberta por reboco há quase mil anos, a obra encontrava-se fora do alcance do olhar humano. A Basílica da Natividade, em Belém, precisava de uma importante restauração que envolvia a própria estrutura do milenar templo.

Contudo, um imprudente “ecumenismo” fazia depender as obras de restauro da aprovação de um conjunto de denominações cristãs.

As denominações ditas “ortodoxas” vivem apegadas a um passado mofado e amarfanhado, antipatizando-se com as restaurações.

Ademais, não possuem a escola teológica nem o amor pelo passado que é sinal distintivo dos católicos, que possuem outra visão da tradição, da importância das obras de arte do passado e de sua contribuição para o presente e o futuro.

Malgrado os defeitos que possam ocorrer, o dinamismo católico é impulsionado por um amor sincero ao belo, à tradição, à história e de tudo o que se refere a Nosso Senhor Jesus Cristo, em tudo procurando o brilho que merece a sua única Igreja e que resplandece ao longo das vicissitudes tempestuosas dos milênios.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A mais antiga fábrica de vinho e o episódio do Patriarca Noé

Luis Dufaur
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A mais antiga unidade de produção de vinho jamais encontrada tem cerca de 6 mil anos. Ela foi desvendada na Armênia segundo noticiou o diário de Paris “Le Monde”.

Os arqueólogos até identificaram a safra de vinho tinto seco ali produzida, utilizando técnicas bioquímicas.

A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Archaeological Science.

O estudo foi realizado em conjunto por órgãos acadêmicos e científicos dos Estados Unidos, Irlanda e Armênia.

“Essa é a mais antiga instalação para fabricação de vinho já conhecida no mundo”, explicou Gregory Areshian, responsável pelos trabalhos e vice-diretor do Instituto de Arqueologia Cotsen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Identificam a ferida da lançada
no Santo Sudário de Turim e no Sudário de Oviedo

Como foi a lançada. Ilustração da exposição "O homem do Sudário", Curitiba
Como foi a lançada. Ilustração da exposição "O homem do Sudário", Curitiba
Luis Dufaur
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Estudos patrocinados pela Universidade Católica de Múrcia (UCAM), na Espanha, concluíram que o Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo envolveram a mesma pessoa. Isso confirmou conclusões de outras análises.

O realmente importante na novidade identificada é que os dois tecidos apresentam sinais de que, depois de morto, o corpo para o qual eles serviram de câmara mortuária “sofreu um ferimento” no lado direito que o atravessou inteiramente, saindo pelas costas.

O tremendo ferimento concorda com o Evangelho de São João quando relata que um centurião romano perfurou o lado de Cristo.

31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, (...) Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.

32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.

33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,

34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (...)

36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).

37. E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10)”. (São João, 19 – 31-37)

A conclusão foi dada a conhecer pela Universidade Católica de Múrcia (Espanha). O estudo médico-forense foi dirigido por Alfonso Sánchez Hermosilla, pesquisador desse centro de estudos, informou ACIDigital. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A ciência impotente para explicar a imagem do Santo Sudário

O Dr Paolo di Lazzaro ao trabalho no ENEA.
O Dr Paolo di Lazzaro ao trabalho no ENEA.
Luis Dufaur
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A Agência Nacional da Itália para Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável – ENEA, após cinco anos de experimentos em seu Centro de Frascati, não conseguiu imitar “a cor que se encontra no tecido de linho do Santo Sudário”.

Os cientistas tentaram produzi-la sem sucesso, apelando para raios ultravioletas.

Em palavras simples, escreveu o “Vatican Insider”, não foi possível “identificar os processos físicos e químicos capazes de produzir cores semelhantes às que formam a imagem do Sudário”.


Os cientistas Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini partiram do último e único exame completo interdisciplinar do sagrado lençol, efetivado em 1978 pela equipe de cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project).

O novo relatório do ENEA desmente, quase sem esforço e com muita clareza, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser uma falsificação medieval.

Hipótese que já se tentou veicular com insucesso explorando uma análise com Carbono 14 marcada por erros de procedimento e cálculo.

O documento do ENEA aponta outras circunstâncias que constituem um quebra-cabeça até hoje insolúvel:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Segundo maior sítio arqueológico da região de Jerusalém
confirma abolição do culto aos ídolos por Ezequias

Laquis ou Tel Lachish, vista aérea do maior sítio arqueológico perto de Jerusalém
Laquis ou Tel Lachish: vista aérea do maior sítio arqueológico perto de Jerusalém
Luis Dufaur
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A antiga porta da cidade de Laquis (Tel Lachish em hebraico), que servia de templo idolátrico e foi demolida pelo rei Ezequias no século VIII a.C., foi identificada e desenterrada por cientistas de Israel, noticiaram sites voltados para a arqueologia, como Live Science.

As ruínas desse portão-santuário confirmaram aquilo que a Bíblia nos transmite a respeito de Ezequias, 12º rei de Judeia, que se empenhou em abolir o culto aos ídolos, reconheceu a Autoridade de Israel para as Antiguidades (IAA, na sigla em inglês).

O rei Acaz, pai de Ezequias, era tido em conta de deidade. Por isso, assim que Ezequias assumiu o trono, ordenou a destruição em todo o reino dos ídolos de qualquer tipo, incluindo objetos com formas humanas ou animais que o povo cultuava achando que tinha algo de divino.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Decifrado no Santo Sudário o certificado do enterro de Jesus

Inscrições identificadas no Santo Sudário: 1. (I)esou(s) = Jesus; 2. Nnazarennos = Nazareno;
3. (o)pse kia(tho) = preso no início da noite; 4. in nece(m) = à morte; 5. pez(o) = eu executo.
Luis Dufaur
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Desde 1978, um grupo de especialistas vinha identificando letras em torno do rosto do Santo Sudário. Essas foram sendo registradas e fotografadas.

Mas só nos últimos anos foram objeto de um estudo sistemático por especialistas abalizados.

Em 1978 o engenheiro químico Pietro Ugolotti identificou alguns sinais de geometria precisa que evocavam caracteres alfabéticos e pareciam formar palavras.

O cientista tirou imagens desses sinais e as submeteu à analise de um especialista de escrituras antigas, o professor Aldo Marastoni da Universidade Católica de Milão.

O professor Marastoni confirmou a intuição do engenheiro Ugolotti, acrescentando que o estilo era de um escrito muito antigo provavelmente da época romana.

No ano 1994, Marcel Alonso e Eric de Bazelaire, membros do Centre International d’Études sur le Linceul de Turin, de Paris, apresentaram o problema ao Institut d’Optique Théorique et Appliquée d’Orsay, na própria Paris.

Eles se dirigiam a André Marion, especialista em ótica que havia desenvolvido uma tecnologia capaz de reconhecer escritos apagados em Códices sobre os quais foram escritos outros textos.

Nesses casos os escritos originais deixaram de ser visíveis pelo olho humano, mas a tecnologia de Marion permitia recupera-los.