segunda-feira, 23 de junho de 2014

Revelações das chagas de Jesus
impressas no Santo Sudário de Turim

A revista "Injury"
A revista "Injury"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Quatro professores italianos publicaram artigo na revista “Injury” sobre o Homem do Sudário, revelando que durante sua Paixão Ele sofreu a luxação do úmero (osso do braço) direito, a paralisia do mesmo braço e um violento traumatismo no pescoço, no tórax e no ombro.

Consagrada à cura de traumas e feridas, a revista “Injury” é o órgão oficial da British Trauma Society e de associações correspondentes da Australásia, Arábia Saudita, Grécia, Itália, Alemanha, Espanha, Turquia, França, Croácia e Brasil.

Resumos do importante artigo foram publicados na revista americana “National Catholic Register”  e no site italiano “Vatican Insider”; e ainda.

Os quatro especialistas responsáveis pelo trabalho são os italianos Matteo Bevilacqua do Hospital da Universidade de Pádua; Giulio Fanti, do Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua; Michele D'Arienzo da Clínica Ortopédica da Universidade de Palermo, e Raffaele De Caro, do Instituto de Anatomia da Universidade de Pádua.

Os quatro professores elaboraram o aprofundado estudo trabalhando sobre a imagem do Homem crucificado no Sudário de Turim.

A chaga do Ombro

Segundo concluíram os acadêmicos, a Pessoa cuja figura está impressa no Santo Sudário parece ter caído sob o peso da Cruz ou do “patibulum” (parte horizontal da Cruz). O Homem do Sudário caiu “para frente” e sofreu um “violento golpe quando atingiu o chão”.

“A paralisia dos músculos do pescoço e das costas” foi “causada por um pesado objeto que o golpeou por trás, entre o pescoço e o ombro, produzindo a luxação do úmero” e deixando o braço paralisado e solto, diz o laudo.

Neste caso, os nervos do plexo braquial superior são violentamente esticados, resultando numa paralisia de Erb-Duchenne [paralisia de um braço causada por ferimento nos nervos da parte superior do mesmo braço] devido à perda de inervação motora dos músculos deltóide, supra-espinhal, bíceps, supinador, braquiorradial e rombóide.

A partir daquele momento – prossegue o estudo – deve ter ficado impossível ao Homem que levava a Cruz, prosseguir carregando-a.

Isto faz lembrar a passagem do Evangelho que descreve os soldados obrigando Simão de Cirene (o Cireneu) a carregar a Cruz de Jesus (São Mateus 27, 32; São Marcos 15, 21 e São Lucas 23, 26). Para os soldados não foi um ato de compaixão, mas uma necessidade imperiosa.

O trauma – que concorda com a Primeira Queda de Jesus na Via Sacra – explica, segundo os doutores, por que “o ombro direito aparece [no Santo Sudário] perto de 15 graus mais baixo que o esquerdo”.

Também explica por que o olho direito aparece afundado na órbita ocular, dano ligado à paralisia de todo o braço.

Descobertas nas feridas das mãos
Numa segunda linha de descobertas, a respeito das mãos eles observaram que “a postura da garra da mão esquerda é indicativa de uma lesão do plexo braquial, como também o cruzamento das mãos no púbis, e não acima do púbis, uma vez que está relacionado com a tração de membros após ter sido pregado no patíbulo”.

A análise de uma outra ferida descrita no artigo de “Injury” mostra por que os peritos não haviam podido explicar até agora a ausência de impressões digitais.
O Homem do Sudário, feridas das mãos e do pé provocadas pelos pregos
O Homem do Sudário, feridas das mãos e do pé provocadas pelos pregos
Os quatro acadêmicos explicam que “a falta de impressões digitais de ambas as mãos no Santo Sudário está relacionada não só com uma lesão do nervo mediano que provoca uma ligeira flexão do polegar, mas também e principalmente ao fato de que o prego cravado no pulso forçou o tendão flexor do polegar, causando sua completa retração”.

Os cientistas constataram também que os algozes tentaram duas vezes pregar Jesus na Cruz.

Por que duas vezes? Uma razão plausível poderia ser que os carrascos não foram capazes de pregar as mãos nos buracos que haviam previamente perfurado no cruzeiro para evitar que os pregos entortassem quando martelados sobre um madeiro duro como a nogueira.

Uma vez cravado o primeiro pulso foi na Cruz, eles não conseguiram pregar o segundo na altura do buraco preparado.

Por isso tiveram que arrancar os pregos de ambos os pulsos. Em seguida, os algozes teriam introduzido os cravos mais abaixo, entre as duas fileiras de ossos do carpo, do lado ulnal da mão.

Esta conclusão resulta de uma atenta análise das manchas de sangue sobre o pulso da mão esquerda – a única visível – e de provas experimentais feitas com cadáveres de pessoas que em seus testamentos permitiram tais experiências.

Muito provavelmente também o pulso direto foi cravado duas vezes, o que não se pode ver no Santo Sudário por estar coberto pela mão esquerda – acrescentaram os cientistas.

Descobertas no pé direito

O Homem do Sudário: chagas provocadas pelo transporte da Cruz
O Homem do Sudário: chagas provocadas pelo transporte da Cruz
Uma terceira linha de descobertas foi feita no pé direito do Homem do Sudário, também pregado duas vezes na cruz.

Uma análise da impressão da sola do pé direito no-lo mostra: uma vez foi cravada entre o segundo e o terceiro metatarso, e outra vez ao nível do calcanhar – ferida que outros acadêmicos não tinham visto claramente.

De acordo com os quatro especialistas, o Homem do Sudário com toda certeza padeceu uma dor muito grave e generalizada acompanhada por intensa sensação de calor, no momento da queda e do encravamento dos pés, devido a danos nos nervos tibiais.

Este método de pregar comprometeu a respiração: com os braços levantados em um ângulo de aproximadamente 15 graus, a caixa torácica tinha dificuldade no momento de respirar e de falar, reduzindo o fluxo de ar.

Além disso, a cada respiração profunda, ou a cada vez que falava, o Homem do Sudário tinha de se erguer, aumentando a pressão sobre os pés, fato que fazia recrudescer as intensas dores.

Descobertas nas feridas do peito

Ainda numa outra pista de descobertas, os autores do artigo analisaram as manchas de soro, que estão separadas das manchas de sangue no peito. Para eles, provavelmente foram causadas por perfuração com uma lança depois de ter morrido, e provinham de hemorragia nos pulmões.

A acumulação do soro e do sangue no pulmão teria começado antes da crucificação, após a queda violenta da Cruz sobre os ombros.

Os acadêmicos não concordam com as teorias apresentadas até o presente, segundo as quais o vazamento de sangue no lado foi causado por um ferimento de lança no pericárdio.

Porque, dizem eles, se o coração for perfurado, os 50 a 300 ml de sangue que o saco do pericárdio pode conter, teriam ficado depositados sobre o diafragma, sem sair para fora.

A ‘causa mortis’ de Jesus

Santo Sudário: o olho direito ficou afundado na queda
Santo Sudário: o olho direito ficou afundado na queda
Por fim, os autores do artigo apresentam sua teoria sobre a causa mortis do Homem do Sudário.

A respiração limitada e a pressão sobre o pulmão direito não foram suficientes para provocar a morte por asfixia.

A asfixia provoca incapacidade de respirar e resulta em perda de consciência e coma.

Os quatro especialistas dizem que a queda e/ou a flagelação devem ter causado uma contusão não apenas pulmonar, mas também cardíaca.

Isso, juntamente com o grave estado clínico geral do Homem, pode ter levado a um ataque cardíaco e uma ruptura do coração.

Os professores Bevilacqua, Fanti, D'Arienzo e De Caro julgam que estes resultados representam mais uma prova da plena superposição e concordância do Santo Sudário com os mais mínimos detalhes da narração evangélica.

A chaga do Ombro e a tradição católica

Jesus cai sob o peso da Cruz (Nicola Fumo, San Ginés, Madri)
Em certo sentido, o trabalho desses especialistas confirmou uma realidade sobre o Santo Sudário já sabida por muitos fiéis, escreveu a revista “National Catholic Register” dos EUA.

Com efeito, atribui-se a São Bernardo de Claraval ter perguntado a Jesus num êxtase qual foi seu maior sofrimento e a ferida que mais O fez sofrer no Calvário. E o Redentor respondeu:

“Eu tinha uma Ferida no Ombro com o qual havia carregado a Cruz, e esta Ferida era mais dolorosa do que as outras. Os homens não fazem menção a ela, porque é desconhecida. Honre-a, pois, e Eu te concederei tudo o que me pedires por sua virtude”.

Daí provém a antiga e venerável devoção à Chaga do Ombro de Jesus.

Conta-se também que um peregrino teria certa vez perguntado ao Santo Padre Pio quais de seus estigmas – que ele recebeu em analogia com as chagas de Jesus – lhe causavam maior dor e sofrimento.

E ele respondeu: “A chaga do ombro, que ninguém sabe que eu tenho e que nunca foi curada ou tratada”, escreveu “National Catholic Register”.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ciência se depara face a face com Deus,
após séculos de cientificismo antirreligioso

Embaixo: o Atacama Large Millimeter-submillimeter Array (ALMA), maior telescópio da Terra.
Fundo: galaxia Andrómeda, a mais parecida à nossa, a Via Láctea.
Desde o Iluminismo – para fixarmos uma referência – um viés cientificista veio insistindo na ideia de que, à medida em que a ciência fosse se desenvolvendo, tornar-se-ia evidente que a existência de Deus é uma crendice para encobrir uma vergonhosa ignorância.

E a ciência progrediu. A cada descoberta relevante e a cada nova teoria – algumas das quais se demonstraram falsas depois – esse espírito iluminista, revolucionário, anticatólico e ateu cantava vitória. Afinal, diziam, a religião ficou dessueta!

Ainda hoje se publica farta literatura de botequim repetindo o mesmo ‘disco ralado’. A inexistência de Deus estaria demonstrada, foi descoberta a máquina do Universo que torna desnecessária a divindade, a inteligência é coisa que o computador faz. Não precisamos de um Criador para explicar o Universo!!!

Mas, descartando essa literatura de rodoviária e nos voltando para os cientistas de verdadeira envergadura atuais, verificamos que um a profunda mudança está em curso.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Professor faz Crucificado
segundo os dados do Santo Sudário

Prof. Juan Manuel Miñarro explica seu trabalho
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Diversos leitores do blog pediram as fotos deste impressionante Crucificado em tamanho maior, exprimindo o desejo de fazer um poster ou outra forma de reprodução.

Em atenção aos pedidos re-publicamos este post com as fotos ampliadas, e mais duas acrescentadas no fim.

Basta clicar na foto desejada e ela aparecerá na tela no tamanho máximo possível. Depois é só salvar na pasta preferida.

Aplicamos a maior resolução que um blog permite técnicamente, e que nem para todos será a ideal.

Para quem desejar as mesmas fotos com ainda maior definição e tamanho, recomendamos a página do Prof. Juan Manuel Miñarro: http://cofrades.pasionensevilla.tv/photo/albums/cristo-sindonico-de-minarro

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.