segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A destruição de Jerusalém pelos babilônios exposta à luz do dia

Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia. Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia.
Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Arqueólogos israelenses exumaram camadas de entulho queimado que corroboram a narração bíblica da destruição de Jerusalém pelo exército do rei de Babilônia Nabucodonosor, no ano 587 a.C. – portanto, mais de 2.600 anos atrás.

A descoberta foi comunicada pela Autoridade Israelense de Antiguidades (IAA), organismo máximo de arqueologia do país.

O acontecimento está narrado no livro do Profeta Jeremias 52, 13-34. Ele indica que na tragédia o então rei de Jerusalém, Zedequias, foi levado cativo a Babilônia junto com a população da Cidade de Davi.

Eles foram deportados para trabalhar nas megalomaníacas construções de Nabucodonosor, que incluíram uma reconstrução – em escala menor – da Torre de Babel.

Nabuzardã, chefe da guarda babilônica, foi o encarregado do horroroso crime:

12. No sétimo dia do quinto mês, décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei de Babilônia, Nabuzardã, chefe da guarda e servidor do rei de Babilônia, penetrou em Jerusalém,

13. pôs fogo no templo do Senhor, no palácio real, e em todas as casas da cidade, e entregou às chamas as casas dos maiorais.

14. Em seguida, as tropas dos caldeus, que acompanhavam o chefe da guarda, demoliram as muralhas que cercavam Jerusalém.

15. E Nabuzardã, chefe da guarda, deportou para Babilônia uma parte dos pobres da terra e o que restara da população da cidade, bem como os que já se haviam rendido ao rei de Babilônia e o restante dos artífices.

16. O chefe da guarda deixou ali alguns homens pobres, como vinhateiros e lavradores.

O profeta Jeremias vitral de Santa Maria de Castro, Leicester, Inglaterra
O profeta Jeremias
vitral de Santa Maria de Castro,
Leicester, Inglaterra
17. Quebraram também os caldeus as colunas de bronze do templo do Senhor, juntamente com os pedestais e o mar de bronze que estava no templo, levando todo esse metal para Babilônia.

18. Carregaram também cinzeiros, pás, facas, vasos e demais objetos de bronze que serviam ao culto.

19. Carregou ainda o chefe dos guardas as bacias, os braseiros, vasos, potes, candelabros, taças, copos e colheres, e o que havia em ouro e prata.

20. Quanto às duas colunas, ao mar, aos doze bois de bronze que as sustentavam, e aos pedestais que Salomão mandara fabricar para o templo do Senhor, difícil seria calcular o valor do bronze de todos esses objetos.

21. A altura de uma dessas colunas era de dezoito côvados e um cordão de doze côvados cingia-lhe a volta, sendo a espessura de quatro dedos, e oco o seu interior.

22. Encimava-as um capitel de bronze de cinco côvados; uma grade de romãs, também em bronze, cercavam o alto do capitel. Era semelhante a esta a segunda coluna, com romãs em torno,

23. em número de noventa e seis, e o total das romãs, em volta da grade, era de cem.

24. O chefe da guarda aprisionou o primeiro sacerdote, Saraías, e Sofonias, o segundo e os três guardas do vestíbulo.

25. Tomou da cidade um eunuco, que era encarregado do comando dos homens de guerra, sete homens do séquito do rei que foram encontrados na cidade, o intendente do exército, encarregado do recrutamento na terra, assim como mais sessenta homens da terra que se encontravam na cidade.

26. Nabuzardã, chefe da guarda, aprisionou-os e mandou-os conduzir a Rebla, ante o rei de Babilônia.

27. E este mandou executá-los em Rebla, na região de Emat. E assim Judá foi deportado para longe de sua terra. (Jeremias, 52, 12-27)

Nas proximidades da muralha medieval de Jerusalém, os arqueólogos identificaram uma camada de destruição incluindo vários ossos, estatuetas, madeira queimada, sementes de uva, escamas de peixe e vasos de cerâmica cheios de cinzas e com sinais de queimaduras, informou o jornal “Jerusalem Post”.

Selo com desenho da roseta, usado no tempo da destruição do primeiro Templo
Selo com desenho da roseta, usado no tempo da destruição do primeiro Templo
O arqueólogo Joe Uziel, subdiretor da IAA, explicou que se pode determinar o período ao qual pertencem os restos, porque os vasos de cerâmica levam um selo com o desenho da roseta, usado pela administração do fim do reinado de Judá, disse ACI digital.

Os achados, segundo o IAA, “ilustram a riqueza e o caráter da atividade em Jerusalém, capital do Reino de Judá, e sua queda nas mãos dos soldados de Babilônia”. Também apontam que a cidade tinha crescido muito.

Entre os restos foi encontrada uma pequena estatueta de marfim, retratando uma mulher nua com uma peruca em estilo egípcio, talvez um amuleto ou ídolo. 

A estatueta sugere a decadência religiosa e moral da opulenta Jerusalém da época e torna compreensível o castigo que caiu sobre a cidade.

As características da camada e os cacos cerâmicos associados a ela batem com o que se conhece a respeito do fim do século VI a.C., justamente o período do ataque babilônico.

A estatueta, de tipo supersticioso, também fala da decadência do povo de Israel que, a exemplo de diversos outros episódios de sua longa existência, tendia a adotar falsos cultos ou crenças dos países vizinhos.

O castigo foi tremendo. A cidade e o Templo de Salomão – o qual era seu orgulho e local único do sacrifício ao Deus verdadeiro – ficaram arruinados, sendo o povo submetido à maior humilhação em Babilônia, cidade símbolo da iniquidade.

Porém, Deus não esqueceu a aliança que tinha feito com os Patriarcas. Enviou ainda seu profeta Daniel para tirar Israel do cativeiro e inaugurar a época de sua história que preparou o ambiente para a vinda do Messias.

Estatueta amuleto da fertilidade achado nas ruínas de Jerusalém
Estatueta amuleto da fertilidade achado nas ruínas de Jerusalém
O Profeta Jeremias lamentou com frases lancinantes o pecado do povo eleito e seus merecidos castigos.

Suas palavras, mutatis mutandis, poderiam se aplicar à situação do mundo e da Igreja hoje.

Ele concluiu suas inspiradas Lamentações com a promessa de fazer penitência e a esperança do reerguimento para “reviver os dias de outrora”.

Aliás, como Nossa Senhora prometeu em Fátima mas falando para os nossos dias.

2. Nossa herança passou a mãos estranhas, e nossas casas foram entregues a desconhecidos.

3. Órfãos, fomos privados de nossos pais, e nossas mães são como viúvas. (...)

5. Carregando o jugo ao pescoço, somo perseguidos, extenuamo-nos, não há trégua para nós!

16. Caiu-nos da cabeça a coroa; desgraçados de nós, porque pecamos.

21. Reconduzi-nos a vós, Senhor; e voltaremos. Fazei-nos reviver os dias de outrora. (Jeremias 5, 2 e ss)


O arqueólogo Joe Uziel, diretor de escavações do IAA, explica os achados




Reconstituição da conquista babilônica e da destruição do Primeiro Templo ou Templo construído por Salomão. Megalim Institute מכון מגלי"ם




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O milagre eucarístico de Sokólka:
hóstia é tecido do coração de uma pessoa em agonia!

Carne e Sangue de Cristo no corporal
Carne e Sangue de Cristo no corporal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Todos os dias, em todos os altares do mundo onde a Missa é dignamente celebrada, dá-se o maior dos milagres: a transubstanciação do pão e do vinho no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo.

No entanto, ao recebermos a comunhão, podemos tocá-lO apenas pela fé, pois aos nossos sentidos é oferecida apenas a aparência do pão e do vinho.

Entretanto, uma discreta mas profunda ação da graça nos faz sentir que Cristo está aí. Ele nos fala, nos diz coisas ao coração, nos dá forças. É uma presencia ativa, eficaz, incomparável.

Virá o homem sem fé e dirá: “você está seguro disso? Você não estará enganado? Uma autossugestão quiçá? Olha bem, é pão que a comunidade partilha num ágape.

“Está muito bom, é uma festa e você acredita. Mas, onde está o cientista que prove que isso não é mais que um pão fraternalmente partilhado numa comemoração e por isso você sente o que sente?”

Na nossa época onde há necessidade de ver para crer, Nosso Senhor não deixa de fazer obras que desconcertam os homens a ponto de permitir que seu divino Corpo e Sangue sejam analisados em laboratórios.

E, os cientistas, às vezes sem fé, têm que reconhecer: isto é verdadeira carne de um homem!

E como os corações estão duros, esses milagres se repetem misericordiosamente.

Foi o que aconteceu recentemente em Sokólka, na Polônia, no domingo, 12 de outubro de 2008, logo após a beatificação do servo de Deus Pe. Miguel Sopocko (1888-1975).

O novo beato, em vida foi confessor e diretor espiritual de Santa Faustina Kovalska, quando a santa residiu no convento de sua ordem em Vilna, Lituânia (1933-36). Veja mais em Santa Faustina, apóstolo da Divina Misericórdia para um mundo cujos pecados clamam por punição

Durante a distribuição da Comunhão na Santa Missa na igreja paroquial de Santo Antônio de Sokólka, às 8h30, caiu a um dos sacerdotes uma Hóstia consagrada.

Ostensão do corporal com o Corpo de Cristo
Ostensão do corporal com o Corpo de Cristo
O sacerdote agiu segundo as boas normas litúrgicas, infelizmente cada vez menos respeitadas: interrompeu a distribuição da Comunhão, pegou na Hóstia e a colocou-a no vasculum.

Esse é um pequeno recipiente com água que se encontra normalmente ao lado do sacrário, servindo para o sacerdote lavar os dedos após a distribuição da Comunhão.

A Hóstia deve se dissolver nesse recipiente, perdendo a forma e deixando de ser o Corpo de Cristo.

No fim da Missa, a irmã Júlia Dubowska, sacristã da Congregação das Irmãs Eucarísticas, sabendo que a Hóstia consagrada levaria algum tempo a dissolver-se, a pedido do pároco Pe. Stanislaw Gniedziejko, despejou o conteúdo do vasculum noutro recipiente.

E colocou-o no cofre que se encontra na sacristia. Só a Irmã e o Pároco tinham as chaves do cofre.

Uma semana depois, no dia 19 de Outubro, a mesma religiosa foi ver o cofre.

Ao abrir a porta, sentiu um aroma delicado de pão ázimo.

Quando abriu o recipiente, viu a água limpa com a Hóstia a dissolver-se. Mas no meio dela havia uma mancha arqueada com uma cor vermelha intensa.

Lembrava um coágulo de sangue, com a forma de uma espécie de partícula viva de um corpo. A água permanecia incolor.

A irmã informou imediatamente o pároco, que veio logo com os sacerdotes locais e o missionário Pe. Ryszard Górowski. Todos ficaram surpreendidos e atônitos com o que viram.

Imediatamente notificaram o Arcebispo Metropolitano de Bialystok, Edward Ozorowski.

Esse se dirigiu a Sokólka juntamente com o chanceler da cúria, sacerdotes prelados e catedráticos.

Todos ficaram profundamente comovidos com o que viram. O arcebispo mandou proteger a Hóstia, esperar e observar o que iria acontecer.

Foto ampliada do divino Corpo e Sangue miraculosamente evidenciado
Foto ampliada do divino Corpo e Sangue miraculosamente evidenciado
No dia 29 de Outubro, o recipiente com a Hóstia foi transportado para a capela da Misericórdia Divina e colocado no sacrário.

No dia seguinte, retirou-se a Hóstia com a mancha visível da água, colocou-se num pequeno pano denominado corporal e destinado aos vasos sagrados e em seguida voltou a ser guardada no sacrário.

Assim se conservou a Hóstia durante três anos.

Até meados de janeiro de 2009, o fragmento da Hóstia alterada secou de forma natural e permaneceu como coágulo de sangue. Desde esse momento não mudou de aparência.

Exames científicos

Em Janeiro de 2009, o arcebispo ordenou que se fizessem análises pato-morfológicas da Hóstia. A 30 de março desse ano criou uma comissão eclesial para analisar o fenómeno.

O fragmento da Hóstia foi analisado pela Prof.a Dr.a Maria Sobaniec-Lotowska e pelo Prof. Dr. Stanislaw Sulkowski especialistas do Instituto de Anatomia Patológica da Universidade de Medicina de Bialystok.

Cada um agiu de forma independente do outro.

O trabalho de ambos foi regido pelas normas e obrigações definidas pelas diretrizes do Comité de Ética da Ciência da Academia das Ciências Polonesas.

Quando foram recolhidas as amostras para análise, a parte não dissolvida da Hóstia consagrada estava já embebida no tecido.

Porém, a estrutura de sangue acastanhado do fragmento da Hóstia não perdeu nada da sua clareza. Este fragmento estava seco e frágil, intimamente ligado à restante parte da Hóstia em forma de pão.

A amostra recolhida foi o suficiente para realizar todas as análises indispensáveis.

As análises foram descritas e fotografadas exaustivamente.

Os autores das análises
Os autores das análises
Os resultados das análises conduzidas independentemente se sobrepuseram perfeitamente.

Ambas concluíram que a estrutura do fragmento da Hóstia analisado é idêntica ao tecido do músculo do coração de uma pessoa viva, mas em estado de agonia.

A estrutura da fibra do músculo do coração e a estrutura do pão estavam interligadas de forma muito estreita, de forma impossível de ser realizada por ingerência humana (vide declaração da Prof.a Sobaniec-Lotowska na reportagem “O Milagre Eucarístico de Sokólka”, Lux Veritatis 2010. Em inglês em “Eucharistic Miracle of Sokólka” ).

As análises realizadas provaram que não foi adicionada nenhuma outra substância à Hóstia consagrada, mas que o seu fragmento tomou a forma de tecido do músculo do coração de uma pessoa em estado de agonia.

Este tipo de fenômeno não é explicável pelas ciências naturais.

Ele só faz sentido à luz dos ensinamentos da Igreja que nos dizem que a Hóstia é o Corpo do próprio Cristo transubstanciado pelo poder das Suas próprias palavras pronunciadas pelo sacerdote quando ordena de modo imperativo a consagração.

O resultado das análises anatomopatológicas datadas de 21 de Janeiro de 2009 foram incluídas no protocolo entregue na Cúria Metropolitana de Bialystok.

Até ali pode chegar a ciência. O reconhecimento do milagre é uma decisão de natureza religiosa que não cabe à ciência assumir. É responsabilidade da hierarquia eclesiástica.

E foi feito em comunicado oficial emitido pela Cúria Metropolitana da diocese de Bialystok.

Ele diz o seguinte:

“O acontecimento de Sokolka não se opõe à fé da Igreja, antes pelo contrário, confirma-a.

“A Igreja professa que, após as palavras da consagração, pelo poder do Espírito Santo, o pão se transforma no Corpo de Cristo e o vinho no Seu Sangue.

“Para além disso, trata-se de um chamamento para que os ministros da Eucaristia distribuam o Corpo do Senhor com fé e cuidado e que os fiéis O recebam com adoração”.

A ciência confirmou à Igreja mais uma vez.



Vídeo: O milagre eucarístico de Sokólka: hóstia é tecido do coração de uma pessoa em agonia!














(Fonte: Senza Pagare, segunda-feira, 19 de junho de 2017. Ver também Aleteia, Jun 23, 2017; e o site em polonés sokolka.archibial.pl)


MILAGRES EUCARÍSTICOS - VEJA MAIS EM:



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Identificam o local da multiplicação dos pães e dos peixes

Multiplicação dos 5 pães e 2 peixes. Fonte: pixabay.com
Multiplicação dos 5 pães e 2 peixes. Fonte: pixabay.com
Luis Dufaur
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Junto ao Mar da Galileia, também conhecido como Lago Tiberíades ou Kinneret, as ruínas de Betsaida voltaram a ver a luz. A cidade é bem conhecida dos católicos, pois os Evangelhos nos falam muitas vezes dela.

Trata-se da cidade onde nasceram e moravam os apóstolos Pedro, André e Felipe, que eram pescadores, e na qual pregou Nosso Senhor. Ela foi destruída e sobre suas ruínas os romanos construíram outra, em estilo pagão, chamada Julias, também desaparecida.

A Sagrada Família se instalou em Nazaré, não distante do Mar da Galileia, e ali Jesus passou a maior parte de sua vida oculta, exceto o Nascimento em Belém e a fuga para o Egito.

Por isso, o povo se referia a Ele dizendo: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (São Mateus 21, 11)

Após a pregação inicial na Judeia e em Jerusalém, Nosso Senhor abandonou a capital de seu antepassado, o rei Davi, pois corria risco de morrer, devido ao ódio dos fariseus e do Sinédrio.

Limitou então sua divina ação ao norte do atual Israel – então parte do antigo reino de Israel – onde o ódio assassino do Sinédrio teria mais dificuldade de atentar contra Ele.

Jesus pregou demoradamente na região e lá operou alguns de seus maiores e mais conhecidos milagres, como na Boda de Canaã, a pesca milagrosa, a multiplicação dos pães e peixes.

Ele curou, exorcizou, andou sobre as águas, ensinou o Padre-Nosso e pregou numerosas parábolas, além de pronunciar o “Sermão da Montanha”.

Tendo sabido Jesus que o rei Herodes Antipas mandara degolar São João Batista, seu primo e precursor, afastou-se para repousar na solidão, não longe do Mar da Galileia. Ali fez o milagre da multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes:

“13. A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

“14. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Jacopo Tintoretto (1518/19–1594), Metropolitan Museum of Art, New York
O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.
Jacopo Tintoretto (1518/19–1594), Metropolitan Museum of Art, New York
“15. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

“16. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.

“17. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes.

“18. Trazei-mos, disse-lhes ele.

“19. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

“20. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

“21. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.” (São Mateus 14, 13-21)

Jesus continuou pregando na região até que, sentindo que os tempos tinham chegado, voltou para Jerusalém.

Ele sabia que ia cumprir o supremo holocausto para a Redenção dos homens:

“17. Subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes:

“18. Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.

“19. E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará.” (São Mateus, 20, 17-19

Fez uma entrada triunfal na capital de Davi e Salomão, que é comemorada no Domingo de Ramos. Mas tudo correu muito rapidamente. Na sexta-feira da mesma semana, o Sinédrio já tinha conseguido completar a conspiração e Lhe havia dado Morte no alto do Calvário.

Tão logo ressuscitou, encaminhou-se para a única região que O tolerava: a Galileia. Ali apareceu a Maria Madalena “e à outra Maria” junto ao Santo Sepulcro: “Disse-lhes Jesus: ‘Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão’” (São Mateus 28, 10)

Betsaida: casa dos três Apóstolos na praia de  Kinneret. Crédito: Zachary Wong.
Betsaida: casa dos três Apóstolos na praia de  Kinneret. Crédito: Zachary Wong.
Betsaida teve um fim tremendo. Pois, juntamente com Cafarnaum e Corazim, foi amaldiçoada por Jesus, que predisse a completa destruição das três durante seu ministério na Galileia.

No Evangelho de Mateus, Jesus lança três “ais” contra três cidades (Corazim, Betsaida e Cafarnaum), por não terem feito penitência nem mesmo após os grandes milagres que Ele realizou nelas.

E até as increpou, dizendo que no Dia do Juízo haverá menos rigor para os de Tiro, Sidônia e Sodoma que para os habitantes dessas três cidades judaicas.

21. Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza.

22. Por isso vos digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós!

23. E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia.

24. Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti! (Mt 11:20-24)

Pelos anos 30/31 ela foi toda reformada como cidade greco-romana pelo rei judeu Filipe, o Tetrarca.

Esse rei de costumes paganizados lhe trocou o nome para Julias, em louvor da mulher do imperador Augusto, segundo registrou o historiador judeu Flavio Josefo, referido pelo jornal francês “Le Figaro”.

Betsaida restos da cidade romana de Julias construída sobre a cidade amaldiçoada por Jesus.
Restos da cidade romana de Julias construída sobre Betsaida amaldiçoada por Nosso Senhor
A nova cidade acabou sendo arrasada na Grande Revolta Judaica contra Roma, iniciada no ano 67 e terminada desastrosamente em 70. O historiador Flavio Josefo (Vida 399-403) diz ter sido ferido em combate perto das muralhas de Julias, citado pelo jornal israelense “Haaretz”.

Hoje, os arqueólogos que foram à procura dos restos dessas cidades afirmam ter encontrado suas ruínas.

“Achamos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes”, declarou à Agência Efe o arqueólogo Mordejai Aviam, do israelense Kinneret College, que escava o local há três anos.

O lugar coincide com o Novo Testamento e hoje constitui a Reserva Natural do Vale de Betsaida.

Junto com sua equipe de mais de 25 arqueólogos e voluntários, Aviam tinha descoberto no local uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e provavelmente uma igreja.

Escavando ainda mais, eles encontraram objetos da cidade greco-romana enterrados dois metros abaixo.

“Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e umas termas de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana”, explicou Aviam.

O Dr. Mordejai Aviam que dirigiu os trabalhos.
O Dr. Mordejai Aviam que dirigiu os trabalhos.
Aviam tem certeza de que os objetos descobertos provam ser esse o local do milagre da multiplicação, afastando outras teorias arqueológicas que imaginam o grande evento evangélico em outros pontos da Galileia.

Para Aviam, a identificação de um banho público, como era costume greco-romano, “atesta a existência de uma cultura urbana”, citou o “Haaretz”.

Uma grande igreja desaparecida teria sido também encontrada. É o que fazem pensar paredes com ricos vidros dourados formando um mosaico, sinal de uma igreja abastada e importante.

Willibald, bispo de Eichstätt, na Baviera, que visitou a Terra Santa em 725, descreve sua visita a uma igreja em Betsaida, construída sobre a casa de São Pedro e Santo André, acrescentou o “Haaretz”. 

Hoje as ruínas de Betsaida saem à luz testemunhando a maravilhosa pregação de Nosso Senhor e alguns de seus mais portentosos milagres.

Mas, também, do tremendo abandono em que incorreu até desaparecer de todo por ter recusado os apelos divinos à penitência e à conversão.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Pirâmides macabras no México
e o juízo bíblico dos deuses pagãos: “são demônios”

Máscara da divindade Tezcatlipoca, o cruel deus que habitaria na Mãe Terra, algo vagamente comparável à divindade Pachamama ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista. Museu Britânico
Máscara de Tezcatlipoca, o cruel deus que habitaria na Mãe Terra,
algo vagamente comparável à divindade Pachamama
ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista. Museu Britânico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Por vezes é tido como moderno apresentar o índio como arquétipo de uma vida integrada na natureza, em pacífica relação com seus congêneres, adorando deidades em harmonia com o meio ambiente.

Alguns até os elevam a patrimônio da humanidade, a ser preservado sem influência da civilização, a fim de exibirem seu modelo de vida ao homem moderno em crise.

Eles teriam vivido nus em um sistema perfeito, tendo a mata como único teto antes da chegada de missionários e civilizadores.

Mas isso é bem assim?

As Sagradas Escrituras, quando se referem aos pagãos e a seus deuses, fazem-no com horror e execração. O Salmo 95 reza “todos os deuses dos gentios são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

Recentes trabalhos de brigadas de arqueólogos na Cidade do México fornecem dados palpáveis, gigantes e irretorquíveis para responder à questão.

O caso começa com o cronista espanhol Francisco López de Gómara (nascido em 1511), que deixou um frio e apavorante relato sobre o que encontrou no México. Recentemente foi referido pelo jornal espanhol “ABC”.

Ele descreve um sinistro monumento que os companheiros do conquistador Hernán Cortés viram em Tenochtitlán, a capital do império asteca.

Uma fabulosa pirâmide, cuja estrutura era constituída por cento e trinta mil crânios atravessados por ripas.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto

Luis Dufaur
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Em diversos posts tivemos oportunidade de abordar o noticiário sobre os trabalhos científicos e de restauração operados no Santo Sepulcro neste ano.

Esses já foram felizmente concluídos e a visitação e cerimônias retomaram como antigamente.

A pedido da revista “Catolicismo”, Nº 799, Julho/2017, compusemos um artigo que resume todo o que publicamos e acrescenta alguns comentários.

O leitor interessado e/ou paciente poderá achar vantagem nesta visão de conjunto de todos os dados que possuímos até a presente data.

E por isso a reproduzimos a continuação.


Posts já publicados:

O Santo Sepulcro de Jesus Cristo aberto após séculos para exame científico

O Santo Sepulcro aberto, a Ressurreição de Jesus Cristo e a “ressurreição” da Igreja em nossos dias

Cientistas identificam mistérios na abertura do Sepulcro de Cristo

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”: um vazio cheio da presença de Cristo 



“É aqui mesmo!”


Essa foi a exclamação de cientistas ao abrirem recentemente o Santo Sepulcro de Jesus Cristo, o qual voltou a ver a luz após mais de cinco séculos.

Eles constataram que, apesar de dois milênios de grandes vicissitudes, a venerável pedra onde repousou o Corpo de Nosso Senhor está intacta no mesmo lugar.

Pela primeira vez em quase dois milênios, cientistas puderam entrar em contato com a pedra original sobre a qual foi depositado o Santíssimo Corpo de nosso Divino Salvador envolvido em panos mortuários, dos quais o mais famoso é o Santo Sudário de Turim.

Essa sagrada pedra se encontra na igreja do Santo Sepulcro, na parte velha de Jerusalém, e está coberta por uma lápide de mármore que data pelo menos do ano 1555, ou quiçá de séculos anteriores.

“O que achamos é surpreendente”, explicou o arqueólogo Fredrik Hiebert, da “National Geographic Society”. “Passei um tempo na tumba do faraó egípcio Tutancâmon, mas isto é mais importante”, afirmou.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

“É sangue de um homem torturado e assassinado”,
diz estudo atômico do Santo Sudário

O prof. Giulio Fanti mostra uma fibra do Santo Sudário vista num microscópio atômico
Luis Dufaur
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O Santo Sudário que envolveu o corpo de Jesus Cristo no Santo Sepulcro foi submetido a dezenas de estudos e pesquisas pelas mais variadas especialidades científicas e métodos de análise.

Os resultados vêm sendo espantosamente convergentes.

Quando se diria que tantos testes e análises esgotaram tudo o que se podia saber do sagrado linho, ele volta a apontar outros mistérios assombrosos que precisam ser explicados.

Então, as análises desvendam novos aspectos que consolidam um formidável acúmulo de dados científicos que dizem: o Santo Sudário envolveu o Jesus dos Evangelhos.

Mais recentemente foi a vez do Istituto Officina dei Materiali (IOM-CNR), de Trieste, e do Istituto di Cristallografia (IC-CNR), de Bari, que trabalharam em parceria com o Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua, todos sediados na Itália, segundo narrou o site Aleteia.

A conclusão desses institutos é de que as manchas achadas no tecido não podem ser de tinta.

Mais: elas são de sangue humano, e não de um sangue “qualquer”.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Pesquisa revela que os monges vivem mais que os leigos

Luis Dufaur
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Para surpresa do pesquisador alemão Mark Luy, professor da área de análises demográficas, os monges que levam uma vida de isolamento e castidade nos mosteiros são mais longevos do que os leigos com suas comodidades e lazeres.

O trabalho do pesquisador foi divulgado em vídeo pela Deustche Welle, grupo de mídia oficial do governo alemão. 

Mais precisamente, os monges vivem em média cinco anos a mais que o comum da população masculina.

Leia a continuação o texto do vídeo da Deutsche Welle , com a concisão própria à imagem. O vídeo é reproduzido abaixo


Os fatores decisivos não são genéticos, mas não biológicos, revelou o estudo.

Um lugar de fé talvez não pareça o ambiente certo para resolver enigmas científicos.

A rotina aqui quase não muda. Segue regras antigas de séculos atrás.

O que se tem então para descobrir?

Faz mais de cem anos que um pesquisador veio aos mosteiros alemães estudar o quotidiano dos monges e monjas.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Corpo incorrupto de Santa Bernadette:
o que viram os médicos forenses nas exumações

Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers
Rosto de Santa Bernadette em Nevers
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina. Veja nossa página sobre CORPOS INCORRUPTOS clicando aqui

A grande festa de Lourdes se comemora em 11 de fevereiro e a festa de Santa Bernadette em 18 de fevereiro na França, e em 16 de abril alhures.

Desde 3 de agosto de 1925, o corpo intacto da Santa se encontra exposto numa urna de cristal na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França. A cidade fica na Borgonha, a 260 km ao sul-suleste de Paris.
Clique para ver onde fica Nevers
Assim informa uma inscrição ao lado do corpo da Santa na mesma capela:
“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde 3 de agosto de 1925.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Anjo apontando para o lugar onde Jesus nasceu
reaparece em Belém

Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém, olha fixo para o local onde Jesus nasceu
Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém,
olha fixo para o local onde Jesus nasceu
Luis Dufaur
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Veio à luz graças a uma equipe de restauradores italianos precioso mosaico de um anjo encoberto por uma massa de pintura na Basílica da Natividade, em Belém, informou a BBC Brasil.

O feliz achado, depois da primorosa restauração, exibe em toda sua beleza um anjo que olha fixo para o local onde Jesus nasceu.

Coberta por reboco há quase mil anos, a obra encontrava-se fora do alcance do olhar humano.

A Basílica da Natividade, em Belém, precisava de uma importante restauração que envolvia a própria estrutura do milenar templo.

Contudo, um imprudente “ecumenismo” fazia depender as obras de restauro da aprovação de um conjunto de denominações cristãs.

As denominações ditas “ortodoxas” vivem apegadas a um passado mofado e amarfanhado, antipatizando-se com as restaurações.

Ademais, não têm a escola teológica nem o amor pelo passado que é sinal distintivo dos católicos. Esses possuem outra visão da tradição, da importância das obras de arte do passado e de sua contribuição para o presente e o futuro.

Malgrado os defeitos que possam ocorrer, o dinamismo católico é impulsionado por um amor sincero ao belo, à tradição, à história e de tudo o que se refere a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em tudo procura o brilho que merece a única Igreja e que resplandece ao longo das vicissitudes tempestuosas dos milênios.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A mais antiga fábrica de vinho e o episódio do Patriarca Noé

Luis Dufaur
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A mais antiga unidade de produção de vinho jamais encontrada tem cerca de 6 mil anos. Ela foi desvendada na Armênia segundo noticiou o diário de Paris “Le Monde”.

Os arqueólogos até identificaram a safra de vinho tinto seco ali produzida, utilizando técnicas bioquímicas.

A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Archaeological Science.

O estudo foi realizado em conjunto por órgãos acadêmicos e científicos dos Estados Unidos, Irlanda e Armênia.

“Essa é a mais antiga instalação para fabricação de vinho já conhecida no mundo”, explicou Gregory Areshian, responsável pelos trabalhos e vice-diretor do Instituto de Arqueologia Cotsen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Identificam a ferida da lançada
no Santo Sudário de Turim e no Sudário de Oviedo

Como foi a lançada. Ilustração da exposição "O homem do Sudário", Curitiba
Como foi a lançada. Ilustração da exposição "O homem do Sudário", Curitiba
Luis Dufaur
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Estudos patrocinados pela Universidade Católica de Múrcia (UCAM), na Espanha, concluíram que o Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo envolveram a mesma pessoa. Isso confirmou conclusões de outras análises.

O realmente importante na novidade identificada é que os dois tecidos apresentam sinais de que, depois de morto, o corpo para o qual eles serviram de câmara mortuária “sofreu um ferimento” no lado direito que o atravessou inteiramente, saindo pelas costas.

O tremendo ferimento concorda com o Evangelho de São João quando relata que um centurião romano perfurou o lado de Cristo.

31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, (...) Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.

32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.

33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,

34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (...)

36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).

37. E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10)”. (São João, 19 – 31-37)

A conclusão foi dada a conhecer pela Universidade Católica de Múrcia (Espanha). O estudo médico-forense foi dirigido por Alfonso Sánchez Hermosilla, pesquisador desse centro de estudos, informou ACIDigital. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A ciência impotente para explicar a imagem do Santo Sudário

O Dr Paolo di Lazzaro ao trabalho no ENEA.
O Dr Paolo di Lazzaro ao trabalho no ENEA.
Luis Dufaur
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A Agência Nacional da Itália para Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável – ENEA, após cinco anos de experimentos em seu Centro de Frascati, não conseguiu imitar “a cor que se encontra no tecido de linho do Santo Sudário”.

Os cientistas tentaram produzi-la sem sucesso, apelando para raios ultravioletas.

Em palavras simples, escreveu o “Vatican Insider”, não foi possível “identificar os processos físicos e químicos capazes de produzir cores semelhantes às que formam a imagem do Sudário”.


Os cientistas Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini partiram do último e único exame completo interdisciplinar do sagrado lençol, efetivado em 1978 pela equipe de cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project).

O novo relatório do ENEA desmente, quase sem esforço e com muita clareza, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser uma falsificação medieval.

Hipótese que já se tentou veicular com insucesso explorando uma análise com Carbono 14 marcada por erros de procedimento e cálculo.

O documento do ENEA aponta outras circunstâncias que constituem um quebra-cabeça até hoje insolúvel:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Segundo maior sítio arqueológico da região de Jerusalém
confirma abolição do culto aos ídolos por Ezequias

Laquis ou Tel Lachish, vista aérea do maior sítio arqueológico perto de Jerusalém
Laquis ou Tel Lachish: vista aérea do maior sítio arqueológico perto de Jerusalém
Luis Dufaur
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A antiga porta da cidade de Laquis (Tel Lachish em hebraico), que servia de templo idolátrico e foi demolida pelo rei Ezequias no século VIII a.C., foi identificada e desenterrada por cientistas de Israel, noticiaram sites voltados para a arqueologia, como Live Science.

As ruínas desse portão-santuário confirmaram aquilo que a Bíblia nos transmite a respeito de Ezequias, 12º rei de Judeia, que se empenhou em abolir o culto aos ídolos, reconheceu a Autoridade de Israel para as Antiguidades (IAA, na sigla em inglês).

O rei Acaz, pai de Ezequias, era tido em conta de deidade. Por isso, assim que Ezequias assumiu o trono, ordenou a destruição em todo o reino dos ídolos de qualquer tipo, incluindo objetos com formas humanas ou animais que o povo cultuava achando que tinha algo de divino.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Decifrado no Santo Sudário o certificado do enterro de Jesus

Inscrições identificadas no Santo Sudário: 1. (I)esou(s) = Jesus; 2. Nnazarennos = Nazareno;
3. (o)pse kia(tho) = preso no início da noite; 4. in nece(m) = à morte; 5. pez(o) = eu executo.
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Desde 1978, um grupo de especialistas vinha identificando letras em torno do rosto do Santo Sudário. Essas foram sendo registradas e fotografadas.

Mas só nos últimos anos foram objeto de um estudo sistemático por especialistas abalizados.

Em 1978 o engenheiro químico Pietro Ugolotti identificou alguns sinais de geometria precisa que evocavam caracteres alfabéticos e pareciam formar palavras.

O cientista tirou imagens desses sinais e as submeteu à analise de um especialista de escrituras antigas, o professor Aldo Marastoni da Universidade Católica de Milão.

O professor Marastoni confirmou a intuição do engenheiro Ugolotti, acrescentando que o estilo era de um escrito muito antigo provavelmente da época romana.

No ano 1994, Marcel Alonso e Eric de Bazelaire, membros do Centre International d’Études sur le Linceul de Turin, de Paris, apresentaram o problema ao Institut d’Optique Théorique et Appliquée d’Orsay, na própria Paris.

Eles se dirigiam a André Marion, especialista em ótica que havia desenvolvido uma tecnologia capaz de reconhecer escritos apagados em Códices sobre os quais foram escritos outros textos.

Nesses casos os escritos originais deixaram de ser visíveis pelo olho humano, mas a tecnologia de Marion permitia recupera-los.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”:
um vazio cheio da presença de Cristo

O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
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Um inesperado desarranjo em máquinas de alta tecnologia surpreendeu os cientistas que trabalhavam na restauração da Edícula.

Essa é uma capelinha construída no século XIX sobre o Santo Sepulcro na grande igreja que resguarda o local da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém, informou a EWTN.

Uma equipe de cientistas internacionais muito qualificados foi autorizada a chegar até a própria pedra sobre a qual repousou o corpo sagrado do Redentor. E informaram que durante os trabalhos aconteceram fenômenos estranhos.

Bem analisados, eles vêm em apoio não só da autenticidade do Santo Sepulcro, mas também do Santo Sudário guardado em Turim, o qual continua sendo objeto de intensos trabalhos de estudo por um vasto leque de ciências.

O fato aconteceu na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016. Além dos cientistas, ele foi testemunhado pelas autoridades religiosas que vigiavam o andamento da remoção da placa de mármore que cobre o túmulo de Cristo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Arqueólogos e peritos policiais investigam casas de Lutero
e descobrem fatos sobre o fundador do protestantismo

Casa natal de Lutero em Eisleben
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A arqueologia às vezes traz surpresas onde menos se imaginaria. É o caso, ao menos, da vida privada do heresiarca Martinho Lutero, fundador do protestantismo.

O "Der Spiegel", a maior revista alemã, já publicou singular reportagem com fundamento arqueológico e policial, sobre o iniciador da Revolução Protestante cujos 500 anos se comemoram em 2017.

As descobertas fizeram parte duma exposição que verteu nova luz sobre a vida privada do frade que abandonou sua religião, informou Der Spiegel. A amostra ficou aberta ao público no Museu de Pré-História do Estado Alemão em Halle, entre 2008 e 2009.

Compreende-se que não tenha durado muito.
O catálogo descreve o conteúdo da exibição como "sensacional", dizendo que ele nos permite reexaminar "capítulos inteiros da vida humana" do ex-frade, escreveu Der Spiegel.
As escavações no Mosteiro de Wittenberg onde ele viveu longamente foram conduzidas pelo arqueólogo Mirko Gutjahr.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Os mais antigos retratos dos Apóstolos
estão sendo recuperados nas Catacumbas

São Paulo no medalhão Embaixo Abraão e Issac.  Túmulo de uma aristocrática dama romana anexo à catacumba de Santa Tecla, Roma
São Paulo no medalhão.
Túmulo de uma aristocrática dama romana
anexo à catacumba de Santa Tecla, Roma
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Em 2010 foram descobertos os retratos mais antigos dos Apóstolos São Pedro, São Paulo, São João e Santo André.

Eles estavam numa catacumba recuperada sob um moderno prédio de uma empresa de seguros em Roma.

As imagens datam da segunda metade do século IV e decoram o teto do túmulo de uma aristocrática dama cristã ligado à catacumba de Santa Tecla.

Eles vinham sendo trabalhados pelos restauradores com técnicas laser para queimar acumulações sedimentares seculares de sais e desvendar os originais em todo seu esplendor.

Os rostos dos Apóstolos aparecem em medalhões nos quatro cantos da sala principal.

Eles fazem parte de um conjunto pictórico mais vasto que rodeia uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo apresentado como o Bom Pastor, que foi sendo revelado em fases sucessivas.

“Estas são as primeiras imagens dos Apóstolos”, anunciou Fabrizio Bisconti, superintendente das catacumbas, por indicação da Comissão Pontifícia para a Arqueologia Sagrada, citado por Fox News.

segunda-feira, 6 de março de 2017

A incorruptibilidade do manto de Guadalupe:
a ciência não encontra explicações


Luis Dufaur
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O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.
“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.