segunda-feira, 24 de abril de 2017

Decifrado no Santo Sudário o certificado do enterro de Jesus

Inscrições identificadas no Santo Sudário: 1. (I)esou(s) = Jesus; 2. Nnazarennos = Nazareno;
3. (o)pse kia(tho) = preso no início da noite; 4. in nece(m) = à morte; 5. pez(o) = eu executo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Desde 1978, um grupo de especialistas vinha identificando letras em torno do rosto do Santo Sudário. Essas foram sendo registradas e fotografadas.

Mas só nos últimos anos foram objeto de um estudo sistemático por especialistas abalizados.

Em 1978 o engenheiro químico Pietro Ugolotti identificou alguns sinais de geometria precisa que evocavam caracteres alfabéticos e pareciam formar palavras.

O cientista tirou imagens desses sinais e as submeteu à analise de um especialista de escrituras antigas, o professor Aldo Marastoni da Universidade Católica de Milão.

O professor Marastoni confirmou a intuição do engenheiro Ugolotti, acrescentando que o estilo era de um escrito muito antigo provavelmente da época romana.

No ano 1994, Marcel Alonso e Eric de Bazelaire, membros do Centre International d’Études sur le Linceul de Turin, de Paris, apresentaram o problema ao Institut d’Optique Théorique et Appliquée d’Orsay, na própria Paris.

Eles se dirigiam a André Marion, especialista em ótica que havia desenvolvido uma tecnologia capaz de reconhecer escritos apagados em Códices sobre os quais foram escritos outros textos.

Nesses casos os escritos originais deixaram de ser visíveis pelo olho humano, mas a tecnologia de Marion permitia recupera-los.

Marion e Anne-Laure Courage que era engenheira na École Supérieure d’Optique de Paris e investigadora no Institut d’Optique d’Orsay, publicaram os resultados de suas pesquisas em 1998 (“Discovery of Inscriptions on the Shroud of Turin by Digital Image Processing”, in OE, vol. 37, n. 8, agosto 1998, págs. 2308-2313).

Os resultados confirmavam por meio do processamento informático que aquelas inscrições no Santo Sudário são efetivamente restos de algo escrito.

Tratava-se de sequencias de letras gregas, latinas e hebraicas que não pareciam ter sido inscritas sobre o véu de linho. Presumivelmente foram registradas em fitas coladas ao Santo Sudário cujos contornos parecem ser perceptíveis pelo olhar humano.

As inscripções não são visíveis pelo olho humano; e foi preciso recorrer à informática.
As inscripções não são visíveis pelo olho humano;
e foi preciso recorrer à informática.
A suposição é de que aquilo que estava escrito embebeu o tecido de linho.

Elas podem ser visualizadas trabalhando o negativo fotográfico e aumentando o contraste com computador.

Os trabalhos que aprofundaram a tridimensionalidade da imagem do Homem do Sudário tornaram mais fácil reconhecer as letras nos anos seguintes. Cfr 30Giorni.

Mas, a final, o que diziam essas palavras?

Barbara Frale, historiadora medieval no Arquivo Secreto Vaticano, conseguiu decifrá-las.

Trata-se de palavras em grego, latim e aramaico (a língua falada por Jesus). A matéria foi objeto de uma reportagem de “Rome reports” visualizável no fim do post.

Para compreender mais exatamente o que essas palavras queriam dizer, a especialista estudou a legislação romana e judaica vigente na Palestina nos anos 30, década da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor.

As inscrições identificadas no Santo Sudário significam (ver imagem no início do post): 1. (I)esou(s) = Jesus; 2. Nnazarennos = Nazareno; 3. (o)pse kia(tho) = preso no início da noite; 4. in nece(m) = à morte; 5. pez(o) = eu executo.

Bárbara Frale concluiu: “O significado dessas palavras alude à morte de um personagem chamado Iesoys Nnazarennos, que é o mesmo nome que encontramos nos quatro Evangelhos”.

Esse certificado de óbito tem uma razão de ser precisa e era comum naquele tempo.

Frale explica que “os condenados a morte não podiam ser enterrados no túmulo de sua família. Eles tinham que passar 12 meses na sepultura pública, que era administrada pelo tribunal de Jerusalém.

“Só após esses 12 meses é que o corpo podia ser entregue à família, para que esta o enterrasse junto com os parentes”.

No caso de Nosso Senhor, São José de Arimateia e São Nicodemos – discípulos de Jesus e ricos membros do Sinédrio, máxima autoridade religiosa dos judeus no tempo – pediram ao governador romano Pôncio Pilatos que o corpo não fosse posto na fossa comum.

E propuseram que fosse enterrado no túmulo que José de Arimateia tinha mandado cavar para sua família. Esse é o atual Santo Sepulcro, onde se operou o milagre da Ressurreição.

A especialista explica que “foi necessário ‘etiquetar’ o cadáver, porque naquele sepulcro outros membros da família de José de Arimateia poderiam vir a ser enterrados, e o corpo de Jesus devia ser entregue a seus familiares após os 12 meses prescritos pela lei”.

Foi por isso que após o cadáver do Redentor ser envolto na rica vestimenta mortuária disposta por Nossa Senhora, que incluía o Santo Sudário, foram coladas em torno da cabeça algumas faixas de papiro nas quais estava escrito com letras grandes quem era o defunto.

Mais ainda, “estava escrito o nome do defunto, o dia da morte, o motivo da condenação e a data em que os restos do corpo podiam ser entregues à família, assim que fosse completada essa peculiar sanção post-mortem”.

Esses dados coincidem plenamente com os dos Evangelhos, diz a autora do pormenorizado estudo.

Segundo ela, as faixas de papiro ficaram coladas ao Santo Sudário durante alguns séculos e, em virtude de reações químicas, alguns restos da tinta acabaram passando ao sagrado lençol.

“A tinta com que foram escritas as palavras devia incluir algum elemento metálico que entrou em interação química com a celulose do linho e ficou impresso no Santo Sudário”.

Bárbara Frale não se limitou a seus estudos, mas os submeteu a uma crítica externa. E solicitou o parecer de um grupo de paleógrafos sobre a data em que ditas palavras foram escritas, sem lhes dizer de onde procediam.

A Paleografia é a ciência que estuda os textos manuscritos antigos e medievais, a origem, a forma e a evolução da escrita, independentemente do tipo de suporte físico, do material utilizado para proceder ao registro, do lugar onde foi usada, do povo que a utilizou e dos sinais gráficos que adotou.

Os paleógrafos responderam que dita caligrafia é de por volta do primeiro século, confirmando assim que as inscrições são da época de Nosso Senhor.

Ficou desse modo resolvido mais um mistério do Santo Sudário em consonância com o imenso caudal de conhecimentos científicos que vêm se acumulando nas últimas décadas.



Descobrem no Santo Sudário restos do certificado de sepultura de Jesus (em espanhol) 





Descobrem no Santo Sudário restos do certificado de sepultura de Jesus (em inglês) 





segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ressurreição: o reinício de todas as esperanças

Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Correu-se a laje. Pareceu tudo acabado.

Mais foi o momento em que tudo recomeçou. O reagrupamento dos Apóstolos. O renascer das dedicações, das esperanças.

Na dor, nas trevas, na incompreensão, a grande Páscoa se aproximava.

O ódio dos inimigos rondava em torno do Santo Sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temiam. Porque em pouco raiaria a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente.

Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos.

Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

(Autor: Plínio Corrêa de Oliveira, Via Sacra, Catolicismo, março 1951, com ligeiras adaptações. Foto: Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta)


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domingo, 16 de abril de 2017

Domingo de Ressurreição: O triunfo de Jesus

Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado naquilo, o Santo Sepulcro ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!



Vídeo: Procissão da Ressurreição, retorno à igreja, Sevilha, Espanha



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”:
um vazio cheio da presença de Cristo

O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Um inesperado desarranjo em máquinas de alta tecnologia surpreendeu os cientistas que trabalhavam na restauração da Edícula.

Essa é uma capelinha construída no século XIX sobre o Santo Sepulcro na grande igreja que resguarda o local da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém, informou a EWTN.

Uma equipe de cientistas internacionais muito qualificados foi autorizada a chegar até a própria pedra sobre a qual repousou o corpo sagrado do Redentor. E informaram que durante os trabalhos aconteceram fenômenos estranhos.

Bem analisados, eles vêm em apoio não só da autenticidade do Santo Sepulcro, mas também do Santo Sudário guardado em Turim, o qual continua sendo objeto de intensos trabalhos de estudo por um vasto leque de ciências.

O fato aconteceu na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016. Além dos cientistas, ele foi testemunhado pelas autoridades religiosas que vigiavam o andamento da remoção da placa de mármore que cobre o túmulo de Cristo.

Marie-Armelle Beaulieu, chefe de redação da revista “Terre Sainte Magazine”, uma das poucas jornalistas autorizadas a entrar no túmulo sagrado, informou que alguns instrumentos de medição usados pelos especialistas ficaram perturbados por efeitos eletromagnéticos quando eram posicionados na pedra sobre a qual repousou Jesus morto.

Os instrumentos passaram a funcionar mal ou simplesmente pararam.

O fenômeno foi comunicado pela professora Antonia Moropoulou, chefe da equipe de arqueólogos responsável dos trabalhos.

As perturbações eletromagnéticas que sofreram os equipamentos convergem com os dados conhecidos sobre o Santo Sudário de Turim
As perturbações eletromagnéticas que sofreram os equipamentos
convergem com dados recolhidos no Santo Sudário de Turim.
Ela possui grande experiência em restauração de tesouros arqueológicos, tendo trabalhado na restauração do Parthenon de Atenas, do templo de Luxor no Egito, e em outros locais históricos que falam de sua competência.

“Lamentamos – disse ela aos responsáveis religiosos –, mas nossos aparelhos foram atingidos. Eles não funcionam. Eu não posso vos dizer mais” (a partir do minuto 19 do vídeo embaixo).

Os aparelhos acabaram sendo consertados, mas até hoje a falha permanece inexplicável.

“Há por vezes fatos que não se podem explicar. Mas aqui estamos num túmulo vivo, o túmulo de Cristo. Todo o mundo pode compreender que há fenômenos naturais que podem perturbar os campos eletromagnéticos.

“Mas é preciso simplesmente admitir que a força em que nós cremos e na qual pensamos também faz parte”, acrescentou a professora, que é cristão-cismática, mas que deixou de lado sua crença para não interferir em seu labor científico, em declarações registradas por FranceTV.info.

Ela explicou ainda que foram descobertas infiltrações na pedra, e outros fatores de fraqueza na base de calcário da basílica, que postulam mais trabalhos.

Se as escavações prosseguirem no futuro, poder-se-ia encontrar a entrada original do Santo Sepulcro.

A professora afastou qualquer ideia de algum exagero de fundo religioso em algum dos profissionais engajados no trabalho.

Segundo ela, é verdadeiramente difícil imaginar que um cientista deste gabarito pudesse pôr em perigo sua reputação para ter repercussão na imprensa.

Os arqueólogos também ficaram surpresos pela proximidade do Santo Sepulcro em relação à lápide superior que o cobria. Os aparelhos tinham indicado uma profundidade muito maior.

Eles concluíram que os instrumentos falharam por causa de perturbações eletromagnéticas.

O registro de uma inusual perturbação eletromagnética no Santo Sepulcro reforçou a hipótese científica de que no momento da Ressurreição o Corpo de Cristo teria emitido uma irradiação de uma intensidade que os maiores equipamentos modernos não são capazes de imitar.

Porém, um relâmpago luminoso acontecido no momento do milagre, de uma potência estimada teoricamente em 34 trilhões de watts, teria possivelmente causado a impressão da imagem do corpo de Cristo no Santo Sudário de Turim.

Numa comparação primária, isso equivale a toda a energia gerada por Itaipu durante 20 minutos no auge de sua atividade, mas disparada num flash de um instante.

O inusual fenômeno no local do túmulo de Cristo 2.000 anos após a Ressurreição poderia ter sido um eco daquela formidável emanação.

Meditação: o perfume da presença de Cristo no Santo Sepulcro


A primeira ideia do Santo Sepulcro de Nosso Senhor que se apresenta espontaneamente para a criança – e eu me lembro que foi comigo – é a de Nosso Senhor, a suma perfeição, a suma bondade, a suma santidade, deitado no túmulo.

Foi cometida uma injustiça tremenda, uma maldade horrorosa contra Ele.

Mas, de outro lado, o Sepulcro ficou como que perfumado pela presença do corpo dEle todo sacrossanto.

E, portanto, o Sepulcro no qual o corpo dEle uma vez estivera presente ficou embalsamado de respeitabilidades e de sacralidades, por um processo misterioso de contágio do sagrado.

Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado naquilo, o Santo Sepulcro ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!

No Santo Sepulcro coexistem a majestade com a grandeza de Nosso Senhor.

E para ter bem uma ideia disso bastaria tomar a face do Santo Sudário e imaginar Nosso Senhor no Santo Sepulcro com aquela face, expressando suas maiores doçuras.

Ele se mostraria de uma ternura inimaginável proporcionada à infinita majestade do Santo Sudário!

A consideração disto faz do católico um herói e um batalhador pela Igreja e pela Cristandade.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)

O debate científico está aberto e provavelmente ainda ouviremos novas e/ou melhores hipóteses.

Porém, o fato está aí, como também a pequenez dos homens, para glória de Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado, Criador do Céu e da Terra e nosso Santo Redentor.

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A Francetv.info preparou um programa especial sobre os trabalhos concluídos no Santo Sepulcro, intitulado “Nas pegadas de Jesus”. VER EMBAIXO

Entrevistou longamente Marie-Armelle Beaulieu, um dos poucos jornalistas que puderam ingressar no túmulo de Jesus no momento em que foi aberto.

Havia duzentos anos que ninguém tinha chegado tão perto dessa lápide sagrada.

Marie-Armelle edita o jornal da Custódia da Terra Santa “Terre Sainte Magazine”, conhece Jerusalém e a basílica do Santo Sepulcro na palma da mão.

Não faltavam – e não faltarão – aqueles que semeavam dúvidas sobre se o Corpo de Cristo havia sido verdadeiramente enterrado lá.

Milhões de peregrinos vão oscular piedosamente todos os anos os principais locais da Paixão de Cristo e de sua gloriosa Ressurreição, conservados na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém.

Esses incontáveis milhões de fieis testemunham a impregnação sobrenatural do local.

Para eles, como para todos os que têm Fé, esse é o critério determinante para uma adesão firme e lúcida da vontade.

Porém, após 2.000 anos de guerras e destruições, faltavam documentos que confirmassem “pão-pão, queijo-queijo”, que aquele era o local.

Os trabalhos começaram devido ao deplorável estado da capelinha conhecida como Edícula, construída no início do século XIX sobre o Santo Sepulcro.

A restauração exigiu reforço dos fundamentos, sendo para isso necessário aprofundar-se nas camadas inferiores da pedra do local.

O Santo Sepulcro restaurado já reaberto aos fiéis
O Santo Sepulcro restaurado já reaberto aos fiéis
O trabalho implicava escavar até o próprio Santo Sepulcro.

E assim foi feito. Os cientistas tiveram 60 horas para perscrutá-lo, com todos os equipamentos que levaram. Cumprido o prazo, o túmulo foi reposto como estava com as devidas restaurações.

Tudo ficou registrado com múltiplos equipamentos devidamente consertados, e esses dados alimentarão estudos e teorias nos próximos anos.

Marie-Armelle Beaulieu entrou no Santo Sepulcro quando os operários tinham ido deitar. A força estava desligada e ela iluminou o pequeno local com seu smartphone.

Mas antes quis certificar-se de que tudo estava perfeitamente vazio. Não havia qualquer indicação material que dissesse que aquele era o túmulo de Jesus. Se tivesse havido alguma urna, vaso ou osso, isso teria deposto contra a Ressurreição.

Tendo Cristo ressuscitado, nada ficou de seu Sacrossanto Corpo, com exceção dos tecidos mortuários recolhidos pelos discípulos, impregnados com seu Sangue e hoje venerados como o Santo Sudário de Turim.

Espiritualmente, Marie-Armelle levou um choque tremendo:

“Foi algo muito forte. Entrei e vi que não havia nada para ver. E nisso estava o extraordinário. Pedem-me que fale sobre o nada, porque não há nada para ver. E, entretanto, ali estava a presença de Jesus!”, concluiu.


Vídeo: Mistérios nas pegadas de Jesus no Santo Sepulcro (em francês)





O que foram achando os cientistas