segunda-feira, 24 de abril de 2017

Decifrado no Santo Sudário o certificado do enterro de Jesus

Inscrições identificadas no Santo Sudário: 1. (I)esou(s) = Jesus; 2. Nnazarennos = Nazareno;
3. (o)pse kia(tho) = preso no início da noite; 4. in nece(m) = à morte; 5. pez(o) = eu executo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Desde 1978, um grupo de especialistas vinha identificando letras em torno do rosto do Santo Sudário. Essas foram sendo registradas e fotografadas.

Mas só nos últimos anos foram objeto de um estudo sistemático por especialistas abalizados.

Em 1978 o engenheiro químico Pietro Ugolotti identificou alguns sinais de geometria precisa que evocavam caracteres alfabéticos e pareciam formar palavras.

O cientista tirou imagens desses sinais e as submeteu à analise de um especialista de escrituras antigas, o professor Aldo Marastoni da Universidade Católica de Milão.

O professor Marastoni confirmou a intuição do engenheiro Ugolotti, acrescentando que o estilo era de um escrito muito antigo provavelmente da época romana.

No ano 1994, Marcel Alonso e Eric de Bazelaire, membros do Centre International d’Études sur le Linceul de Turin, de Paris, apresentaram o problema ao Institut d’Optique Théorique et Appliquée d’Orsay, na própria Paris.

Eles se dirigiam a André Marion, especialista em ótica que havia desenvolvido uma tecnologia capaz de reconhecer escritos apagados em Códices sobre os quais foram escritos outros textos.

Nesses casos os escritos originais deixaram de ser visíveis pelo olho humano, mas a tecnologia de Marion permitia recupera-los.

Marion e Anne-Laure Courage que era engenheira na École Supérieure d’Optique de Paris e investigadora no Institut d’Optique d’Orsay, publicaram os resultados de suas pesquisas em 1998 (“Discovery of Inscriptions on the Shroud of Turin by Digital Image Processing”, in OE, vol. 37, n. 8, agosto 1998, págs. 2308-2313).

Os resultados confirmavam por meio do processamento informático que aquelas inscrições no Santo Sudário são efetivamente restos de algo escrito.

Tratava-se de sequencias de letras gregas, latinas e hebraicas que não pareciam ter sido inscritas sobre o véu de linho. Presumivelmente foram registradas em fitas coladas ao Santo Sudário cujos contornos parecem ser perceptíveis pelo olhar humano.

As inscripções não são visíveis pelo olho humano; e foi preciso recorrer à informática.
As inscripções não são visíveis pelo olho humano;
e foi preciso recorrer à informática.
A suposição é de que aquilo que estava escrito embebeu o tecido de linho.

Elas podem ser visualizadas trabalhando o negativo fotográfico e aumentando o contraste com computador.

Os trabalhos que aprofundaram a tridimensionalidade da imagem do Homem do Sudário tornaram mais fácil reconhecer as letras nos anos seguintes. Cfr 30Giorni.

Mas, a final, o que diziam essas palavras?

Barbara Frale, historiadora medieval no Arquivo Secreto Vaticano, conseguiu decifrá-las.

Trata-se de palavras em grego, latim e aramaico (a língua falada por Jesus). A matéria foi objeto de uma reportagem de “Rome reports” visualizável no fim do post.

Para compreender mais exatamente o que essas palavras queriam dizer, a especialista estudou a legislação romana e judaica vigente na Palestina nos anos 30, década da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor.

As inscrições identificadas no Santo Sudário significam (ver imagem no início do post): 1. (I)esou(s) = Jesus; 2. Nnazarennos = Nazareno; 3. (o)pse kia(tho) = preso no início da noite; 4. in nece(m) = à morte; 5. pez(o) = eu executo.

Bárbara Frale concluiu: “O significado dessas palavras alude à morte de um personagem chamado Iesoys Nnazarennos, que é o mesmo nome que encontramos nos quatro Evangelhos”.

Esse certificado de óbito tem uma razão de ser precisa e era comum naquele tempo.

Frale explica que “os condenados a morte não podiam ser enterrados no túmulo de sua família. Eles tinham que passar 12 meses na sepultura pública, que era administrada pelo tribunal de Jerusalém.

“Só após esses 12 meses é que o corpo podia ser entregue à família, para que esta o enterrasse junto com os parentes”.

No caso de Nosso Senhor, São José de Arimateia e São Nicodemos – discípulos de Jesus e ricos membros do Sinédrio, máxima autoridade religiosa dos judeus no tempo – pediram ao governador romano Pôncio Pilatos que o corpo não fosse posto na fossa comum.

E propuseram que fosse enterrado no túmulo que José de Arimateia tinha mandado cavar para sua família. Esse é o atual Santo Sepulcro, onde se operou o milagre da Ressurreição.

A especialista explica que “foi necessário ‘etiquetar’ o cadáver, porque naquele sepulcro outros membros da família de José de Arimateia poderiam vir a ser enterrados, e o corpo de Jesus devia ser entregue a seus familiares após os 12 meses prescritos pela lei”.

Foi por isso que após o cadáver do Redentor ser envolto na rica vestimenta mortuária disposta por Nossa Senhora, que incluía o Santo Sudário, foram coladas em torno da cabeça algumas faixas de papiro nas quais estava escrito com letras grandes quem era o defunto.

Mais ainda, “estava escrito o nome do defunto, o dia da morte, o motivo da condenação e a data em que os restos do corpo podiam ser entregues à família, assim que fosse completada essa peculiar sanção post-mortem”.

Esses dados coincidem plenamente com os dos Evangelhos, diz a autora do pormenorizado estudo.

Segundo ela, as faixas de papiro ficaram coladas ao Santo Sudário durante alguns séculos e, em virtude de reações químicas, alguns restos da tinta acabaram passando ao sagrado lençol.

“A tinta com que foram escritas as palavras devia incluir algum elemento metálico que entrou em interação química com a celulose do linho e ficou impresso no Santo Sudário”.

Bárbara Frale não se limitou a seus estudos, mas os submeteu a uma crítica externa. E solicitou o parecer de um grupo de paleógrafos sobre a data em que ditas palavras foram escritas, sem lhes dizer de onde procediam.

A Paleografia é a ciência que estuda os textos manuscritos antigos e medievais, a origem, a forma e a evolução da escrita, independentemente do tipo de suporte físico, do material utilizado para proceder ao registro, do lugar onde foi usada, do povo que a utilizou e dos sinais gráficos que adotou.

Os paleógrafos responderam que dita caligrafia é de por volta do primeiro século, confirmando assim que as inscrições são da época de Nosso Senhor.

Ficou desse modo resolvido mais um mistério do Santo Sudário em consonância com o imenso caudal de conhecimentos científicos que vêm se acumulando nas últimas décadas.



Descobrem no Santo Sudário restos do certificado de sepultura de Jesus (em espanhol) 





Descobrem no Santo Sudário restos do certificado de sepultura de Jesus (em inglês) 





segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ressurreição: o reinício de todas as esperanças

Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Correu-se a laje. Pareceu tudo acabado.

Mais foi o momento em que tudo recomeçou. O reagrupamento dos Apóstolos. O renascer das dedicações, das esperanças.

Na dor, nas trevas, na incompreensão, a grande Páscoa se aproximava.

O ódio dos inimigos rondava em torno do Santo Sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temiam. Porque em pouco raiaria a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente.

Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos.

Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

(Autor: Plínio Corrêa de Oliveira, Via Sacra, Catolicismo, março 1951, com ligeiras adaptações. Foto: Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta)


Português:


English: 



domingo, 16 de abril de 2017

Domingo de Ressurreição: O triunfo de Jesus

Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado naquilo, o Santo Sepulcro ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!



Vídeo: Procissão da Ressurreição, retorno à igreja, Sevilha, Espanha



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”:
um vazio cheio da presença de Cristo

O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um inesperado desarranjo em máquinas de alta tecnologia surpreendeu os cientistas que trabalhavam na restauração da Edícula.

Essa é uma capelinha construída no século XIX sobre o Santo Sepulcro na grande igreja que resguarda o local da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém, informou a EWTN.

Uma equipe de cientistas internacionais muito qualificados foi autorizada a chegar até a própria pedra sobre a qual repousou o corpo sagrado do Redentor. E informaram que durante os trabalhos aconteceram fenômenos estranhos.

Bem analisados, eles vêm em apoio não só da autenticidade do Santo Sepulcro, mas também do Santo Sudário guardado em Turim, o qual continua sendo objeto de intensos trabalhos de estudo por um vasto leque de ciências.

O fato aconteceu na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016. Além dos cientistas, ele foi testemunhado pelas autoridades religiosas que vigiavam o andamento da remoção da placa de mármore que cobre o túmulo de Cristo.

Marie-Armelle Beaulieu, chefe de redação da revista “Terre Sainte Magazine”, uma das poucas jornalistas autorizadas a entrar no túmulo sagrado, informou que alguns instrumentos de medição usados pelos especialistas ficaram perturbados por efeitos eletromagnéticos quando eram posicionados na pedra sobre a qual repousou Jesus morto.

Os instrumentos passaram a funcionar mal ou simplesmente pararam.

O fenômeno foi comunicado pela professora Antonia Moropoulou, chefe da equipe de arqueólogos responsável dos trabalhos.

As perturbações eletromagnéticas que sofreram os equipamentos convergem com os dados conhecidos sobre o Santo Sudário de Turim
As perturbações eletromagnéticas que sofreram os equipamentos
convergem com dados recolhidos no Santo Sudário de Turim.
Ela possui grande experiência em restauração de tesouros arqueológicos, tendo trabalhado na restauração do Parthenon de Atenas, do templo de Luxor no Egito, e em outros locais históricos que falam de sua competência.

“Lamentamos – disse ela aos responsáveis religiosos –, mas nossos aparelhos foram atingidos. Eles não funcionam. Eu não posso vos dizer mais” (a partir do minuto 19 do vídeo embaixo).

Os aparelhos acabaram sendo consertados, mas até hoje a falha permanece inexplicável.

“Há por vezes fatos que não se podem explicar. Mas aqui estamos num túmulo vivo, o túmulo de Cristo. Todo o mundo pode compreender que há fenômenos naturais que podem perturbar os campos eletromagnéticos.

“Mas é preciso simplesmente admitir que a força em que nós cremos e na qual pensamos também faz parte”, acrescentou a professora, que é cristão-cismática, mas que deixou de lado sua crença para não interferir em seu labor científico, em declarações registradas por FranceTV.info.

Ela explicou ainda que foram descobertas infiltrações na pedra, e outros fatores de fraqueza na base de calcário da basílica, que postulam mais trabalhos.

Se as escavações prosseguirem no futuro, poder-se-ia encontrar a entrada original do Santo Sepulcro.

A professora afastou qualquer ideia de algum exagero de fundo religioso em algum dos profissionais engajados no trabalho.

Segundo ela, é verdadeiramente difícil imaginar que um cientista deste gabarito pudesse pôr em perigo sua reputação para ter repercussão na imprensa.

Os arqueólogos também ficaram surpresos pela proximidade do Santo Sepulcro em relação à lápide superior que o cobria. Os aparelhos tinham indicado uma profundidade muito maior.

Eles concluíram que os instrumentos falharam por causa de perturbações eletromagnéticas.

O registro de uma inusual perturbação eletromagnética no Santo Sepulcro reforçou a hipótese científica de que no momento da Ressurreição o Corpo de Cristo teria emitido uma irradiação de uma intensidade que os maiores equipamentos modernos não são capazes de imitar.

Porém, um relâmpago luminoso acontecido no momento do milagre, de uma potência estimada teoricamente em 34 trilhões de watts, teria possivelmente causado a impressão da imagem do corpo de Cristo no Santo Sudário de Turim.

Numa comparação primária, isso equivale a toda a energia gerada por Itaipu durante 20 minutos no auge de sua atividade, mas disparada num flash de um instante.

O inusual fenômeno no local do túmulo de Cristo 2.000 anos após a Ressurreição poderia ter sido um eco daquela formidável emanação.

Meditação: o perfume da presença de Cristo no Santo Sepulcro


A primeira ideia do Santo Sepulcro de Nosso Senhor que se apresenta espontaneamente para a criança – e eu me lembro que foi comigo – é a de Nosso Senhor, a suma perfeição, a suma bondade, a suma santidade, deitado no túmulo.

Foi cometida uma injustiça tremenda, uma maldade horrorosa contra Ele.

Mas, de outro lado, o Sepulcro ficou como que perfumado pela presença do corpo dEle todo sacrossanto.

E, portanto, o Sepulcro no qual o corpo dEle uma vez estivera presente ficou embalsamado de respeitabilidades e de sacralidades, por um processo misterioso de contágio do sagrado.

Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado naquilo, o Santo Sepulcro ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!

No Santo Sepulcro coexistem a majestade com a grandeza de Nosso Senhor.

E para ter bem uma ideia disso bastaria tomar a face do Santo Sudário e imaginar Nosso Senhor no Santo Sepulcro com aquela face, expressando suas maiores doçuras.

Ele se mostraria de uma ternura inimaginável proporcionada à infinita majestade do Santo Sudário!

A consideração disto faz do católico um herói e um batalhador pela Igreja e pela Cristandade.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)

O debate científico está aberto e provavelmente ainda ouviremos novas e/ou melhores hipóteses.

Porém, o fato está aí, como também a pequenez dos homens, para glória de Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado, Criador do Céu e da Terra e nosso Santo Redentor.

MAIS SOBRE O SANTO SEPULCRO

Cientistas identificam mistérios na abertura do Sepulcro de Cristo

O Santo Sepulcro aberto, a Ressurreição de Jesus Cristo e a “ressurreição” da Igreja em nossos dias

O Santo Sepulcro de Jesus Cristo aberto após séculos para exame científico

A Francetv.info preparou um programa especial sobre os trabalhos concluídos no Santo Sepulcro, intitulado “Nas pegadas de Jesus”. VER EMBAIXO

Entrevistou longamente Marie-Armelle Beaulieu, um dos poucos jornalistas que puderam ingressar no túmulo de Jesus no momento em que foi aberto.

Havia duzentos anos que ninguém tinha chegado tão perto dessa lápide sagrada.

Marie-Armelle edita o jornal da Custódia da Terra Santa “Terre Sainte Magazine”, conhece Jerusalém e a basílica do Santo Sepulcro na palma da mão.

Não faltavam – e não faltarão – aqueles que semeavam dúvidas sobre se o Corpo de Cristo havia sido verdadeiramente enterrado lá.

Milhões de peregrinos vão oscular piedosamente todos os anos os principais locais da Paixão de Cristo e de sua gloriosa Ressurreição, conservados na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém.

Esses incontáveis milhões de fieis testemunham a impregnação sobrenatural do local.

Para eles, como para todos os que têm Fé, esse é o critério determinante para uma adesão firme e lúcida da vontade.

Porém, após 2.000 anos de guerras e destruições, faltavam documentos que confirmassem “pão-pão, queijo-queijo”, que aquele era o local.

Os trabalhos começaram devido ao deplorável estado da capelinha conhecida como Edícula, construída no início do século XIX sobre o Santo Sepulcro.

A restauração exigiu reforço dos fundamentos, sendo para isso necessário aprofundar-se nas camadas inferiores da pedra do local.

O Santo Sepulcro restaurado já reaberto aos fiéis
O Santo Sepulcro restaurado já reaberto aos fiéis
O trabalho implicava escavar até o próprio Santo Sepulcro.

E assim foi feito. Os cientistas tiveram 60 horas para perscrutá-lo, com todos os equipamentos que levaram. Cumprido o prazo, o túmulo foi reposto como estava com as devidas restaurações.

Tudo ficou registrado com múltiplos equipamentos devidamente consertados, e esses dados alimentarão estudos e teorias nos próximos anos.

Marie-Armelle Beaulieu entrou no Santo Sepulcro quando os operários tinham ido deitar. A força estava desligada e ela iluminou o pequeno local com seu smartphone.

Mas antes quis certificar-se de que tudo estava perfeitamente vazio. Não havia qualquer indicação material que dissesse que aquele era o túmulo de Jesus. Se tivesse havido alguma urna, vaso ou osso, isso teria deposto contra a Ressurreição.

Tendo Cristo ressuscitado, nada ficou de seu Sacrossanto Corpo, com exceção dos tecidos mortuários recolhidos pelos discípulos, impregnados com seu Sangue e hoje venerados como o Santo Sudário de Turim.

Espiritualmente, Marie-Armelle levou um choque tremendo:

“Foi algo muito forte. Entrei e vi que não havia nada para ver. E nisso estava o extraordinário. Pedem-me que fale sobre o nada, porque não há nada para ver. E, entretanto, ali estava a presença de Jesus!”, concluiu.


Vídeo: Mistérios nas pegadas de Jesus no Santo Sepulcro (em francês)





O que foram achando os cientistas




segunda-feira, 27 de março de 2017

Arqueólogos e peritos policiais investigam casas de Lutero
e descobrem fatos sobre o fundador do protestantismo

Casa natal de Lutero em Eisleben
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A arqueologia às vezes traz surpresas onde menos se imaginaria. É o caso, ao menos, da vida privada do heresiarca Martinho Lutero, fundador do protestantismo.

O "Der Spiegel", a maior revista alemã, já publicou singular reportagem com fundamento arqueológico e policial, sobre o iniciador da Revolução Protestante cujos 500 anos se comemoram em 2017.

As descobertas fizeram parte duma exposição que verteu nova luz sobre a vida privada do frade que abandonou sua religião, informou Der Spiegel. A amostra ficou aberta ao público no Museu de Pré-História do Estado Alemão em Halle, entre 2008 e 2009.

Compreende-se que não tenha durado muito.
O catálogo descreve o conteúdo da exibição como "sensacional", dizendo que ele nos permite reexaminar "capítulos inteiros da vida humana" do ex-frade, escreveu Der Spiegel.
As escavações no Mosteiro de Wittenberg onde ele viveu longamente foram conduzidas pelo arqueólogo Mirko Gutjahr.

Peritos legais e arqueólogos analisaram com critérios policiais o lixo das casas em que nasceu, viveu e morreu o instigador da revolta protestante, em Eisleben, Mansfeld e Wittemberg, na Alemanha.

O laudo técnico constatou desonestidade nas descrições que o pai do protestantismo fez de si próprio.

Por exemplo, provou que Lutero mentiu dizendo ser filho de um “minerador pobre” cuja “mãe carregava toda a madeira nas costas até em casa”.

Antigo mosteiro agostiniano em Wittemberg expropriado pela revolta protestante
onde Lutero viveu grande parte de sua vida em revolta contra a Igreja.
Na verdade, o pai de Lutero dirigia fundições de cobre, tinha boas conexões com a administração real das minas, era agiota e dono de terras. Escreveu o Speigel:
Em 1484, quando Martinho Lutero ainda era criança, a família se mudou para Mansfeld, onde o pai logo se tornou um capataz bem sucedido.

Ele operava três fundições de cobre, era dono de 80 hectares (198 acres) de terra e emprestava dinheiro a juros.

O tamanho e grandiosidade de sua casa, conforme revelou a escavação, estavam de acordo com seu status econômico.

"A frente da casa, que dava para a rua, tinha 25 metros de comprimento", diz o arqueólogo Björn Schlenker. A escavação revelou grandes cofres no porão e um quintal cercado por grandes construções.
As casas em que viveu eram próprias de burgueses ricos.

Em uma delas encontraram grandes cofres no porão.

Os brinquedos que Lutero usou quando criança, poucas famílias podiam comprar.

Sobre seu nível de vida nos últimos anos de existência, a reportagem do Spiegel acrescentou:
Máscara mortuária de Lutero exibida na igreja do Mercado, em Halle, Alemanha
O pensador era tremendamente prolífico, escrevendo uma média de 1.800 páginas por ano.

Seu tom tornou-se cada vez mais brusco com o passar dos anos.

Ele chamou os turcos de "demônios", os judeus de "mentirosos" e qualificou os sacerdotes católicos de homossexuais "irmãos de jardim que fazem aquilo uns com os outros".

Roma, escreveu Lutero na sua linguagem habitualmente torpe, estava infestada de "porcos-teólogos".

Depois de escrever palavras tão afiadas, o eloquente reformista comia em tigelas de cerâmica e bebia de jarras turcas magníficas.

Os arqueólogos encontraram azulejos de forno decorados com motivos do Velho Testamento, além de mais de 1.600 cacos de copos que Lutero, um glutão voraz, usava para matar sua sede considerável de cerveja.
As seitas protestantes obviamente não gostaram da análise e de seus resultados ...

Para conhecer mais sobre o que ensinava de fato Lutero, veja o interessante e erudito trabalho do Pe. Leonel Franca S.J., fundador da Universidade Católica de Rio de Janeiro, da qual foi Reitor magnífico durante oito anos.



segunda-feira, 13 de março de 2017

Os mais antigos retratos dos Apóstolos
estão sendo recuperados nas Catacumbas

São Paulo no medalhão Embaixo Abraão e Issac.  Túmulo de uma aristocrática dama romana anexo à catacumba de Santa Tecla, Roma
São Paulo no medalhão.
Túmulo de uma aristocrática dama romana
anexo à catacumba de Santa Tecla, Roma
Luis Dufaur
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Em 2010 foram descobertos os retratos mais antigos dos Apóstolos São Pedro, São Paulo, São João e Santo André.

Eles estavam numa catacumba recuperada sob um moderno prédio de uma empresa de seguros em Roma.

As imagens datam da segunda metade do século IV e decoram o teto do túmulo de uma aristocrática dama cristã ligado à catacumba de Santa Tecla.

Eles vinham sendo trabalhados pelos restauradores com técnicas laser para queimar acumulações sedimentares seculares de sais e desvendar os originais em todo seu esplendor.

Os rostos dos Apóstolos aparecem em medalhões nos quatro cantos da sala principal.

Eles fazem parte de um conjunto pictórico mais vasto que rodeia uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo apresentado como o Bom Pastor, que foi sendo revelado em fases sucessivas.

“Estas são as primeiras imagens dos Apóstolos”, anunciou Fabrizio Bisconti, superintendente das catacumbas, por indicação da Comissão Pontifícia para a Arqueologia Sagrada, citado por Fox News.

As cores predominantes são o ocre, o preto, o verde e o amarelo.

As catacumbas contêm algumas das primeiríssimas provas do culto e devoção aos Apóstolos no nascente cristianismo, explicaram representantes do Vaticano.

No centro, Jesus como o Bom Pastor, nos ângulos os Apóstolos Pedro, Paulo, João e André
No centro, Jesus como o Bom Pastor, nos ângulos os Apóstolos Pedro, Paulo, João e André
Barbara Mazzei, responsável pelo trabalho de restauração, disse que todas as descrições anteriores de São Pedro e São Paulo se encontravam em narrações escritas.

Mas agora temos seus rostos fixados nos quatro cantos da pintura do teto da sala subterrânea, num posicionamento devocional por natureza.

Por isso são os mais antigos ícones religiosos conhecidos até o presente, noticiou oportunamente o jornal “The Dallas Morning News”.

Barbara Mazzei explicou que, em atenção ao ano de São Paulo, comemorado em 2009, foi anunciada primeiramente a descoberta da pintura do Apóstolo das Gentes.

Leia mais sobre o verdadeiro rosto e sobre os restos de São Paulo:
Dois milênios após a morte de São Paulo restauradores descobriram sua mais antiga imagem
Sim! Aqui está o túmulo de São Paulo Apóstolo! Testes confirmam


Porém, os especialistas sabiam que uma crosta de carbonato de cálcio cobria mais imagens e que poderiam ser apresentadas a público somente após completar sofisticadas tarefas de limpeza.

Santo André
Santo André
Por fim, o momento do extraordinário anúncio chegou.

Apresentando as imagens aos jornalistas, monsenhor Giovanni Carru disse que as catacumbas “são um testemunho eloquente do Cristianismo em suas origens”.

A sala sepulcral da nobre romana católica passou a ser denominada “Cubículo dos Apóstolos” devido aos afrescos ali descobertos.

Já os especialistas a chamam de “O Colégio dos Apóstolos”, representado em torno do Bom Pastor.

Fabrizio Bisconti explicou que nas pinturas das catacumbas pode se contemplar “a gênese, as sementes da iconografia cristã”, desde o simples peixe usado para simbolizar a Cristo até o próprio Cristo ressuscitando a Lázaro.

“Esse foi o tempo em que o culto dos Apóstolos estava nascendo e se desenvolvendo” e a arte das catacumbas não pintava somente os mártires ou cenas bíblicas.

Na mesma sala há afrescos representando o profeta Daniel na cova dos leões, os três Reis Magos entregando presentes ao Menino Jesus, o sacrifício de Isaac por Abraão.

Numa outra parede está representada a nobre dama que teria mandado fazer as pinturas, ornada com joias, véu e um “estilo de penteado de cabelo”, símbolo de categoria social elevada na antiga Roma, acrescentou Bisconti.

São Pedro
São Pedro
Mazzei contou que quando os restauradores ingressaram na câmera mortuária em 2008, todas as paredes apareciam inteiramente brancas, cobertas pela crosta de carbonato de cálcio com 4 a 5 cm de espessura.

O Vaticano, entretanto, possuía documentos atestando que no local havia pinturas nas paredes e isso impulsionou a procura.

No passado os restauradores teriam usado bisturis e escovas de aço para remover a crosta branca, mas havia o perigo de danificar as pinturas procuradas.

O uso do laser resolveu o problema.

Temia-se, porém, que a umidade ambiente e a falta de ar pudesse prejudicar o uso da nova tecnologia.

Os pesquisadores tiveram que avançar cautelosamente, fazendo da iniciativa um “laboratório experimental” do aproveitamento do laser em condições extremas adversas.

São João
São João
A descoberta veio além do mais confirmar que a devoção aos Santos representados em imagens é própria do cristianismo original, devoção desenvolvida nas catacumbas e depois nas igrejas a céu aberto.

Ficou desprovida de fundamento a alegação feita por iconoclastas orientais, muçulmanos, protestantes e “modernistas” hodiernos, segundo a qual o uso e o culto de imagens não correspondem ao cristianismo autêntico e original.

Segundo essas versões anticatólicas e anti-históricas, o culto das imagens seria uma deturpação.

Tal perversão do culto, dizem eles, aconteceu quando os primeiros cristãos saíram das catacumbas e passaram a imitar os cultos pagãos que idolatravam esculturas de pedra, madeira ou pinturas antropomórficas.

O culto das imagens corresponde bem à Igreja desde seus primórdios, sendo merecedor de encômio no espírito da doutrina tradicional bimilenar do Catolicismo.

As catacumbas de Santa Tecla não estão abertas ao público em geral, mas pode se pedir autorização na referida comissão vaticana para visitas em grupo, guiadas por especialistas.


Vídeo: Vaticano apresenta as imagens mais antigas dos Apóstolos





Descubiertos los retratos más antiguos de San Juan, San Andrés y San Pablo (espanhol)




The oldest portraits of Sts. Andrew, John and Paul discovered (inglês)



segunda-feira, 6 de março de 2017

A incorruptibilidade do manto de Guadalupe:
a ciência não encontra explicações


Luis Dufaur
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O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.
“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sim! Aqui está o túmulo de São Paulo Apóstolo ! Testes confirmam

Túmulo de São Paulo, San Paolo fuori le mura, Roma
Altar sob o qual está enterrado São Paulo em Roma
Luis Dufaur
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No ano do segundo milênio do nascimento do Apóstolo das Gentes, o grande São Paulo, ficou confirmada a localização do túmulo do apóstolo martirizado em Roma.

Os restos de São Paulo foram venerados continuadamente durante séculos sob o altar papal da basílica de São Paulo extramuros (San Paolo fuori le mura, Roma).

Seu martírio ocorreu, porém, no local da atual abadia das Três Fontes.

Em tempos pagãos, nesse local havia um pântano. Quando os imperadores queriam fazer “desaparecer” um cristão sem chamar a atenção, o levavam lá para martirizá-lo.

São Paulo morreu decapitado. Sua cabeça foi posta sobre uma coluna e na hora tremenda do martírio caiu dando três tombos. No local de cada tombo abriu-se uma fonte.

Na Idade Média foi erigida uma abadia beneditina que existe até hoje, sendo visitada pelos peregrinos. É a Abbazia delle Tre Fontane.

Na Renascença foi erigida riquíssima igreja sobre as três fontes. Há um magnífico altar sobre cada uma delas. (foto embaixo)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Milagres de Lourdes: exemplo de cooperação harmoniosa
entre a Igreja e a ciência

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Um dos pontos mais delicados nas relações entre as ciências naturais e o mundo sobrenatural diz respeito ao milagre.

Tal vez em nenhuma parte do mundo este problema é tão central quanto no santuário de Lourdes.

O santuário recebeu mais de 300 milhões de peregrinos desde 1848. Destes, 20 milhões peregrinaram oficialmente enquanto doentes.

Um número infindo garante ter sido curado. Porém a maioria não abre o processo médico que poderá constatar a cura.

Dos que abriram processo, em 7.200 casos catalogados a medicina reconheceu que a cura era inexplicável à luz dos conhecimentos da época.

Desses 7.200 casos, apenas 67 foram proclamados oficialmente como milagres pela Igreja.

Esses 7.200 casos conformam um dos mais impressionantes conjuntos documentais em que a ciência confirma a Igreja.

Vejamos apenas um dos casos oficialmente proclamados pela Igreja: o de Jeanne Fretel.

A matéria foi reproduzida do blog “Lourdes e suas aparições” que traz informação seleta a abundante sobre esse santuário e os milagres ali operados.

Jeanne Fretel, nascida a 27 de maio de 1914 na Bretanha, teve uma infância sofrida: rubéola, escarlatina, difteria etc.

Em janeiro de 1938, quando conta vinte e quatro anos, é operada de apendicite no Hôtel-Dieu em Rennes. Depois disto, passará dez anos no hospital, praticamente sem interrupções. Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ovários, depois, uma peritonite tuberculosa que a acometeu, logo seguida por uma fístula estercoral.

É somente no fim da guerra que sai, finalmente, do hospital, porém aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma osteíte do maxilar superior, que não lhe deixou mais do que três dentes na arcada superior e seis na inferior.

A 3 de dezembro de 1946, dá entrada no hospital de Pontchaillou, em Rennes, onde já estivera internada durante algum tempo após a guerra. Desta feita, diz ela, é “para morrer lá”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O padre que salvou grande tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda velocidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um caminhão fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3.500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.